O delegado que cuida das investigações da morte da menina Isabella pediu a prisão preventiva do pai e da madastra da menina. É possível que a polícia já tenha indícios de que o casal realmente matou a garota ou então o delegado se sentiu pressionado e decidiu agir antes que as cobranças começassem a prejudicar a apuração. É preciso aguardar o desenrolar dos fatos, mas ainda que o pai e/ou a madrasta de Isabella sejam criminosos, continua a não existir justificativa para a capa do Diário de S. Paulo de ontem, reproduzida no comentário anterior. A diferença toda é que se o pai for o assassino, ninguém vai dar muita bola para a barbaridade cometida pelo jornal.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
Até porque se trata de profecia auto-cumprida. O juiz decreta a prisão influenciado pela manchete do jornal.
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