quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Falência da BRA mostra os limites da
cobertura da imprensa especializada

O distinto leitor foi avisado pelo Valor Econômico, Gazeta Mercantil, Jornal do Comércio ou DCI sobre a delicada situação da companhia aérea BRA? Infelizmente, não. A empresa estava quebrada, mas os jornais econômicos se portaram como a Carolina do Chico, para quem a vida passou na janela e só ela mesma não viu.

Não é tarefa tão difícil assim detectar empresas que vão mal das pernas. Em geral, salários começam a atrasar, contratos não são honrados, o burburinho de que as coisas não estão boas vira conversa corrente nos corredores das firmas, enfim, há sempre muitos indícios que indicam a real situação dessas companhias, ainda que os balanços apontem cenários cor-de-rosa. Evidentemente, é preciso ter repórteres bem informados e com capacidade de perceber os sinais. De duas uma: ou os jornalões econômicos não dispõem de bons repórteres para cobrir um setor estratégico e que está em crise no Brasil há muito tempo; ou os bons repórteres que cobrem o setor cochilaram e tomaram todos uma bola por baixo das pernas. Pode ser também uma combinação dos dois fatores, a depender do jornal...

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