Desde Fernando Collor, passando por FHC e Lula, todos os presidentes apresentaram algum tipo de reforma para o setor público brasileiro. A de Collor foi desastrosa, a de FH, tímida e a de Lula, rendida ao corporativismo. Agora a dupla Posto Ipiranga e Bolsonaro estão propondo algo arrojado. Têm problemas, sempre há algum problema, será negociado no Congresso, vão mudar muita coisa. Mas o fato é que precisamos de uma burocracia mais enxuta, ágil e qualificada. Não é questão de ser de direita ou esquerda, o problema é mais profundo, porque diz respeito à produtividade do serviço público, que aqui é ridicularmente baixa. Neste caso, portanto, o governo acerta e está em um bom caminho...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

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