terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Serristas acusam Alckmin de incompetência

As notas reproduzidas abaixo foram publicadas originalmente no blog do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, e revelam o clima existente no tucanato paulista. Nada que o leitor destas Entrelinhas já não saiba – o PSDB de São Paulo vive uma verdadeira guerra interna. No fundo, as notinhas também mostram que o tal "choque de gestão" tucano não passa de cortina de fumaça. Como diria o gaiato, o buraco é mais embaixo...

Um Metrô complicado 1 | 11:40 Apesar de um aparente armistício, mais um ponto de atrito entre serristas e alckimistas deve surgir em breve na praça. O que vai elevar a temperatura da discussão entre essas duas turmas é o Metrô de São Paulo. Na semana passada, o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, José Luiz Portella, enviou reservadamente a José Serra uma detalhada análise do Metrô paulistano. É pau puro na gestão Alckimin.
Um Metrô complicado 2 | 11:39
O longo texto de Portella fala diversas vezes em "riscos" ou "crescimento dos riscos". Avalia que a frota é velha e que há "falta de gente na operação". Aponta a necessidade de "revisão na manutenção" e acusa a linha 3 de ter sido "construída erradamente". Sobre a linha 3, aliás, Portella diz que "irresponsavelmente" usou-se um "sistema mais barato e perigoso". Ele refere-se ao sistema de brita. Segundo Portella, "o mundo civilizado foge da brita". E acusa "falta de manutenção por anos" - anos Alckimin, evidentemente. O secretário afirma também em sua análise para o governador que o Metrô está "rodando com 30% de carga a mais do que a média esperada". Assim, "os riscos aumentam exponencialmente".
Um Metrô complicado 3 | 11:38 Portella elenca uma série de 21 medidas (11 de manutenção e 10 de operação) para amenizar esse aparente caos: vão desde a contratação de pessoal, compra de novos equipamentos de tecnologia mais moderna e a troca da tão criticada brita (um investimento de 60 milhões de reais). As medidas, anunciadas oficialmente na semana passada, servirão para, conforme as palavras de Portella, "suportarmos a travessia" - ele acha que solução só viria no final do ano que vem, com o plano de expansão do Metrô.

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