Um bom tema para a manifestação dos candidatos à presidência da Câmara dos Deputados é a titularidade das milhagens que são obtidas a partir das viagens pagas pela Casa aos seus 513 integrantes. Pela regra atual, o passageiro que viaja com os bilhetes fornecidos pelos gabinetes é quem fica com a milhagem. O Governo do Distrito Federal acabou com uma farra semelhante e impôs que a milhagem seja revertida para a administração pública, de forma a gerar uma bela economia na emissão das futuras passagens. Ninguém toca no assunto, mas é uma questão relevante para ser feita aos candidatos ao comando da Câmara e uma bela pauta para os jornais: quanto poderia ser economizado com a adoção da medida? Afinal, o contribuinte está bancando não apenas as viagens a trabalho dos parlamentares e assessores, o que é justo, mas também os vôos turísticos que eles conseguem acumulando as milhagens, o que não passa de uma bela mordomia...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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