É chocante a informação de que havia tempo para que fosse dado um alarme sobre a iminência do desmoronamento ocorrido na sexta-feira passada no canteiro de obras da linha 4 do Metrô paulistano, em Pinheiros, mas que nada foi feito porque não existia um plano de emergência. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, não houve nem sequer toque de sirene para alertar a vizinhança. A cratera aberta na beira da Marginal ainda vai dar muito pano para manga nos próximos meses.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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