Pular para o conteúdo principal

Palpite do blog: vai dar Aldo

É bem verdade que ainda é cedo para apostas – ainda faltam 20 dias para a eleição na Câmara –, mas este blog joga as suas fichas na reeleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a presidência da Casa. O apoio do PMDB, anunciado hoje, ao deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) não espanta muito, pelo contrário, apenas revela a falta de unidade do partido, uma vez que apenas 58 deputados compareceram, em uma bancada de 89. Quem vê neste "apoio" a pá de cal na candidatura de Aldo pode estar tremendamente equivocado.

Também ainda há por aí quem acredite no tal candidato da "terceira via", como há os que crêem em duendes, saci pererê, mula sem cabeça... Mesmo que um nome da tal terceira via consiga se viabilizar, o que neste momento é improvável, as chances de vitória do grupo são nulas, pois quem elege o presidente é o baixo clero, que tem verdadeiro horror a Gabeiras, Erundinas e Cardosos, esses desalmados que só pensam em reduzir os salários e benefícios parlamentares.

Assim, na hora da decisão, com terceira via ou sem terceira via, as candidaturas que importam serão mesmo duas: a de Chinaglia, bancada pelo PT e por setores palacianos, e a de Aldo, que terá o suporte dos aliados PSB e PCdoB e de alguns setores do Planalto que vêem na eventual vitória de Chinaglia uma real possibilidade de reentrada do ex-ministro José Dirceu no cenário político.

Assim, entre Aldo e Chinaglia, parece óbvio a este blog que a oposição, salvo exceções localizadas que operam sob a lógica do acordo regional, vai preferir o velho e bom comunista do que o esperto líder petista. Com o voto de boa parte do PFL e do PSDB, mais a traições habituais no PMDB e até no PT, Aldo pode vencer a parada até com alguma folga.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um pai

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morreu vivendo. Morreu criando novas lembranças. Morreu não deixando o câncer levar a sua vontade de resistir.  Mesmo em estado grave, mesmo em tratamento oncológico, juntou todas as suas forças para assistir ao jogo do seu time Santos, na final da Libertadores, no Maracanã, ao lado do filho.  Foi aquela loucura por carinho a alguém, superando o desgaste da viagem e o suor frio dos remédios.  Na época, ele acabou criticado nas redes sociais por ter se exposto. Afinal, o que é o futebol perto da morte?  Nada, mas não era somente futebol, mas o amor ao seu adolescente Tomás, de 15 anos, cultivado pela torcida em comum. Não vibravam unicamente pelos jogadores, e sim pela amizade invencível entre eles, escreve Fabrício Carpinejar em texto publicado nas redes sociais. Linda homenagem, vale muito a leitura, continua a seguir.  Nos noventa minutos, Bruno Covas defendia o seu legado, a sua memória antes do adeus definitivo, para que s...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...