quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

As estatizações o pânico dos conservadores

Enquanto Hugo Chávez anuncia uma onda de estatização na Venezuela e Evo Morales reafirma o seu compromisso com o povo boliviano de retomar o controle do gás de seu País, aqui no Brasil as publicações mais conservadoras já entraram em parafuso e deram sinais de que sentiram o golpe. O Estadão, por exemplo, está em pela campanha pela continuidade do processo licitatório das concessões para a iniciativa privada de trechos de rodovias federais. Bastou o anúncio, pela ministra Dilma Roussef, de que o governo federal suspenderia essas licitações para tentar obter tarifas de pedágio mais em conta para o Estadão sentir o cheiro do "chavismo" em Lula. Ontem, quarta-feira, a Agência Estado passou o dia "repercutindo" o "furo" sobre a "suspensão" da privatização das estradas, ouvindo todo o tipo de fonte que pudesse garantir que a decisão do governo é o que de mais nefasto poderia acontecer nos dias de hoje.

Que o Estadão tenha medo de Chávez e Evo, é compreensível. Mas com Lula, francamente, o jornal não deveria ser precipitado. Em primeiro lugar, o governo nem sequer "paralisou" as tais licitações, até porque elas não haviam sido oficialmente anunciadas e estavam embargadas em função de pareceres do Tribunal de Contas da União. E, ademais, tudo indica que o governo vá mesmo licitar diversos trechos para a iniciativa privada, até porque o presidente já sabe que não tem recursos para deixar as estradas em condições minimamente razoáveis, conforme ele e a torcida do Flamengo puderam perceber com o fracasso da Operação Tapa-Buraco.

O que o Estadão fez, na verdade, foi agir "preventivamente": ao perceber incêndios nas casas dos vizinhos, encheu a banheira de água, ligou a torneira e saiu gritando fogo. Quando os bombeiros chegarem, o vexame vai ser grande...

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