Tem muita gente falando e escrevendo besteira sobre a suposta volta da indexação dos salários que teria sido proposta no Plano de Aceleração do Crescimento para os servidores públicos. O pessoal não leu direito o projeto ou está de má fé, pois não há indexação alguma. O que o governo pretende é estipular um teto para o aumento da folha de pagamento dos três Poderes, não dos salários. Assim, a folha é que não poderia superar a inflação do ano medida pelo IPCA mais 1,5%. Cada categoria teria o reajuste que conseguisse nas negociações, mas a conta final teria que fechar de acordo com a regra. Em tese, esse tipo de mecanismo deve fazer com que sejam concedidos aumentos maiores para os cargos de baixos salários e reajustes menores ou nenhum para os cargos do topo da pirâmide. É possível discordar do mecanismo, mas dizer que há indexação é burrice, porque não vai haver aumento linear do IPCA mais 1,5% para todo o funcionalismo público. Se Lula tivesse proposto tal absurdo, estaria simplesmente acendendo a fogueira da inflação que, a muito custo, conseguiu reduzir para patamares de primeiro mundo após a recessão de 2003.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
Isso permite ao governo e às próprias categorias de servidores fazerem uma estimativa dos reajustes ao mesmo tempo que impõe um teto a todos. Muito bom.
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