A julgar pelo resultado da reunião dos governadores de Estado realizada na tarde de hoje, em Brasília, o presidente Lula vai ter que colocar a mão no bolso na negociação com os novos governantes estaduais. A lista de pedidos é enorme e começa com o compartilhamento da CMPF, o que é inédito, passaando pelo alongamento das dívidas com a União, entre outras reivindicações, nenhuma delas propriamente barata. Se o presidente quiser ter um início de mandato tranquilo, inclusive com a aprovação célere dos projetos do PAC no Congresso, onde o peso político dos novos governadores será grande, é bom atender algumas das reivindicações dos Estados. É bom lembrar, porém, que o presidente não nasceu ontem e certamente estava esperando algum tipo de reclame dos governadores, de forma que é até provável que a equipe econômica tenha reservado recursos para este tipo de pleito. Os próximo capítulo desta novela ocorre dia 6 de março, na reunião dos governadores com o presidente. Até lá, a negociação vai correr nos bastidores.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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