O senador José Sarney (PMDB-AP) pode ser acusado de muita coisa – e os seus adversários locais falam horrores da situação do Maranhão após a longa dinastia da família no Estado–, mas é preciso reconhecer que Sarney é um craque da política. Cinco ou seis meses atrás, um empreiteiro do Nordeste contou a uma fonte deste blog que emissários do senador avisavam que ele "não abria mão" da presidência do Senado e já estava em campanha. Em público, porém, Sarney jamais assume a sua candidatura e vai esticando a corda até mais não poder. Já faz alguns dias que vem alegando uma gripe para evitar um encontro com o presidente Lula, que deseja saber se Sarney realmente disputará a eleição no Senado. Lula quer Sarney na presidência da Casa, mas é preciso que o candidato se assuma enquanto tal. O problema é que o PT não está gostando muito da idéia de ver o PMDB no comando das duas casas legislativas. Sarney sabe disto e vai enrolar mais um pouco para anunciar a sua candidatura, a fim de reduzir o tempo de articulação dos petistas em torno de uma outra candidatura na Câmara Federal. No fundo, porém, o grande prejudicado com isto tudo é o deputado Michel Temer (PMDB-SP), candidato à presidência da Câmara. Para este blog, não será surpresa se Temer acordar como o patinho feio do Congresso no dia 3 de fevereiro, após a eleição do dia 2...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Prezado Editor Blog Entrelinhas,
ResponderExcluirParabéns pelo seu blog.Vou adicioná-lo entr emeus favoritos.
Caso queira,será um prazar receber sua visita no meu blog:Interesse Nacional.
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Abraço