Faltou uma observação no post anterior: o fato de o presidente Lula não ler jornais não deve causar espanto em ninguém. Os principais executivos de empresas públicas e privadas do país também não têm este hábito por uma razão muito simples: falta de tempo. O clipping do noticiário, em geral com foco na atividade do empresário ou gestor público, é o que de fato é lido nos altos escalões. Lula certamente se informa melhor na conversa matinal com Franklin Martins e Clara Ant do que se perdesse tempo lendo as notinhas plantadas sabe-se lá por quem em cada um dos grandes jornais brasileiros. Quem tem obrigação de ler jornais e acompanhar os blogs e o noticiário na internet são os assessores, seja do presidente, dos ministros ou dos executivos das grandes companhias. No fundo, os jornalistas se ressentem deste fato, mas a verdade é que quem mais lê jornais são... os jornalistas! Sempre a procura de uma barriga na concorrência ou para conferir se conseguiram dar algum furo relevante...
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
Eu posso me dar ao direito de ler 1 ou 2 jornais do meu gosto, mas o presidente tem o dever de ter acesso ao que a imprensa como um todo publica. E essa tarefa, obviamente, só é possível por meio de um clipping.
ResponderExcluirPor curiosidade, poderiam publicar esse clipping para ver o que tem nele.