Pular para o conteúdo principal

Parada técnica

Este blog não atualizou ontem porque o autor foi enviado a Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro para realizar matérias para o DCI, sobre as eleições nas capitais. Na quinta, tudo volta a normalidade. Antes de sair para o aeroporto de Confins, duas impressões absolutamente pessoais sobre as eleições em Salvador e Belo Horizonte. Na capital da Bahia, o prefeito João Henrique (PMDB) deverá ser reeleito. O PT errou, na humilde opinião do autor destas Entrelinhas, ao lançar candidato próprio. Se não tivesse lançado, João teria destroçado ACM Neto no primeiro turno e o PT permaneceria na administração da cidade, como aliás esteve em 40 dos 48 meses de gestão peemedebista.

Em Belo Horizonte, a disputa deve ser acirrada, mas a sensação do blog é a de que Leonardo Quintão, também do PMDB, vai fazer história e bater o candidato do prefeito, do governador e do presidente, Márcio Lacerda (PSB). Entre os analistas locais, há quem diga que Lacerda ainda se recupera e leva a prefeitura, mas a reação das ruas não é bem esta. Vai dar Quintão, o falso matuto. Uma vitória que, se concretizada, alavancará enormemente a candidatura de Hélio Costa para o governo mineiro em 2010.

Mais notícias amanhã, diretamente da Cidade Maravilhosa.

PS: E antes que passe batido, o blogueiro não ouviu o tal jingle da campanha de Gilberto Kassab "bate na madeira, Marta de novo, nem de brincadeira", mas já achou um golaço dos democratas. Ou Marta vence o debate da TV Globo de maneira inequívoca, ou Kassab também já está reeleito. Grandes problemas para os petistas, como se pode ver.

Comentários

  1. Grande repórter viajante!!! Como dizem os velhos e bons jornalistas, lugar de repórter é na rua. Quero saber do termômetro das ruas soteropolitana, mineira, carioca e paulistana! Bem, escrevo para saber se já está de volta à terrinha a tempo de comemorar seu aniversário. E também, é claro, para desejar, publicamente, muitas felicidades para você!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.

Postagens mais visitadas deste blog

Um pai

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morreu vivendo. Morreu criando novas lembranças. Morreu não deixando o câncer levar a sua vontade de resistir.  Mesmo em estado grave, mesmo em tratamento oncológico, juntou todas as suas forças para assistir ao jogo do seu time Santos, na final da Libertadores, no Maracanã, ao lado do filho.  Foi aquela loucura por carinho a alguém, superando o desgaste da viagem e o suor frio dos remédios.  Na época, ele acabou criticado nas redes sociais por ter se exposto. Afinal, o que é o futebol perto da morte?  Nada, mas não era somente futebol, mas o amor ao seu adolescente Tomás, de 15 anos, cultivado pela torcida em comum. Não vibravam unicamente pelos jogadores, e sim pela amizade invencível entre eles, escreve Fabrício Carpinejar em texto publicado nas redes sociais. Linda homenagem, vale muito a leitura, continua a seguir.  Nos noventa minutos, Bruno Covas defendia o seu legado, a sua memória antes do adeus definitivo, para que s...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...