O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse faz alguns dias que o real estava "hipervalorizado", dando a entender que fosse ele o presidente da República, permitiria que a moeda brasileira se desvalorizasse em relação ao dólar. Bem, com o agravamento da crise financeira, o dólar já superou a faixa dos R$ 2,30, forçando o Banco Central a oferecer a moeda americana no mercado para segurar a taxa. Bem, a pergunta que não quer calar agora - e que repórter algum tem coragem de fazer ao governador paulista - é simples: Serra, R$ 2,30 está bom para você ou o real ainda está "hipervalorizado"? Não custa nada perguntar, talvez o governador nem gagueje na resposta. Também seria interessante alguém pesquisar o Orçamento do governo do Estado para 2009, pois Serra tem reclamado que o Orçamento da União precisa ser revisto porque está considerando uma taxa de crescimento muito maior do que a que de fato ocorrerá. Bem, e a peça orçamentária de Serra, já foi ajustada?
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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