sexta-feira, 18 de julho de 2008

Esta notícia você não vai ler nos jornais

Já faz alguns dias que o jornalista Paulo Henrique Amorim publicou, no site Conversa Afiada, a informação de que constava de uma das gravações obtidas de telefonemas grampeados na Operação Santiagraha a informação de que o pai da assassina Suzane Von Richthofen fazia "caixa dois" para o PSDB. Nos jornais, nenhuma linha.

Na manhã desta sexta-feira, o assunto saiu da blogosfera e chegou em um grande portal de notícias, o Último Segundo, do iG, grupo controlado pela Brasil Telecom, conforme a matéria reproduzida abaixo.

Greenhalgh cita Richthofen como caixa dois do PSDB

As denúncias de corrupção envolvendo contratos bilionários da Alstom com empresas públicas do Estado de São Paulo aparecem nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) no relatório da operação Satiagraha. O engenheiro da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Manfred von Richthofen, assassinado pela filha em 2003, é citado como um dos responsáveis por arrecadar fundos desviados desses contratos.
A suspeita foi levantada pelo ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh em uma conversa interceptada pela PF com um Homem Não Identificado (HNI) no dia 9 de maio de 2008 às 14h57. Em um dos trechos, o homem que conversa com Greenhalgh chega a colocar em dúvida a candidatura Alckmin à prefeitura de São Paulo por causa das relações com Richthofen e os contratos com a empresa francesa.


De fato, a nota é bem discreta. Todas as redações de jornais impressos, porém, devem ter tomado conhecimento do assunto, pois a matéria esteve na home do iG na manhã desta sexta-feira. Este blog aposta um Red Label que jornal algum dará uma linha a respeito do assunto amanhã, sábado. Nem domingo, nem segunda...

Um comentário:

  1. ouço esta história em Off, desde o assassinato, não com tantos detalhes, mas uma história bem parecida ... se não me engano chegou até a rolar um daqueles emails virais, sem assinatura ... por isso nunca levei a sério. Mas o PIG já devia saber disse há tempos e preferiu ignorar ...

    abraços

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