quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Megabloco favoreceu Arlindo Chinaglia, mas pode se tornar uma faca de dois gumes

A formação do megabloco capitaneado por PT e PMDB sem dúvida alguma reforça a candidatura do petista Arlindo Chinaglia à presidência da Câmara. O bloco soma 273 deputados, de forma que, pelo menos em tese, Chinaglia deveria levar já no primeiro turno. O problema é que o voto é secreto e traições vão acontecer. Assim, o que deveria ser uma virtude pode se tornar uma dor de cabeça para Chinaglia: se ele ficar muito longe dos 257 votos no primeiro turno, o grau de traição em seu próprio bloco terá sido alto e ele terá que se explicar em meio às articulações para o segundo turno. Fazendo uma analogia bem a gosto do presidente Lula, poderemos ter uma situação semelhante a do time que faz 3 a 0 no primeiro tempo, volta para a segunda etapa de salto alto e concede o empate ao adversário nos últimos minutos. Na prorrogação, quem está com a moral alta é a equipe que empatou...

De toda maneira, logo mais, às 15h, a partida começa. Vai ser um jogo longo e catimbado, com Gustavo Fruet (PSDB) correndo por fora. Chinaglia é o favorito, mas Aldo tem boas chances de virar o jogo na prorrogação do segundo turno.

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