segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Crise no PT é conversa para boi dormir

Quem leu o noticiário sobre o Congresso do PT, em Salvador, deve ter ficado com a impressão de que o partido vive uma grande crise: críticas de várias correntes à política econômica, "bronca" de Lula aos militantes mais radicais, desencontros entre algumas das principais lideranças e até uma suposta homenagem ao ex-deputado José Dirceu, cuja campanha pela anistia também teria sido criticada por algumas lideranças.

O problema todo é que a tal crise não existe. O PT nunca esteve tão coeso como hoje – os radicais de verdade já saíram da legenda e as críticas a Meirelles e ao BC são conversa para boi dormir. O discurso para "as bases" não poderia ser diferente, mas as discordâncias reais entre os principais líderes petistas são mínimas. Ademais, Lula é o chefe inconteste da agremiação e o que ele decidir estará sempre de bom tamanho para o partido, que não tem nem de longe um substituto viável para o atual presidente.

Apesar de não haver crise alguma, parte da imprensa tenta criar um clima de "guerra interna" que de maneira alguma reflete o estado de espírito do PT. Há hoje muito mais euforia por conta da reeleição e dos altos índices de popularidade do governo do que qualquer outra coisa. A confiança é tanta que o ex-ministro José Dirceu está arregaçando as mangas para tentar a tal anistia, o que talvez seja um movimento precipitado para o momento. Ou não...

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