quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não teve tapa, mas teve rolo

Este blog finalmente conseguiu apurar o que aconteceu na festa no hotel Fasano do Rio de Janeiro. Confia na fonte, mas não publica na íntegra o relato porque neste tipo de episódio é impossível descrever os fatos sem ter presenciado, ao vivo, o que realmente aconteceu. Conversa de candinhas, como se sabe, não é jornalismo.
A fonte é boa, das melhores que este blog poderia ter, mas ainda assim, vale o ditado: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
De qualquer forma, dá para saciar a curiosidade dos leitores: não houve o tal tapa do governador mineiro na namorada. Simplesmente não aconteceu, quem banca tal notícia está errado. Bem errado.
Por outro lado, é fato que houve uma confusão envolvendo Aécio Neves e Letícia, a mocinha que o acompanha atualmente. Nada muito diferente que outros casais não tenham vivido em situações semelhantes - resumindo, uma ceninha de ciúme e um leve desentendimento, na sequência. Nem tapa, nem agressão, é bom que fique claro.
Apenas para esclarecer os leitores fiéis, este blog não está defendendo Aécio Neves nem nutre a menor simpatia pelo governador tucano. Busca a verdade dos fatos, na medida em que isto é possível. Estranha, também, que a história tenha vazado tão rapidamente em um momento delicado para o tucanato - vale o velho ditado: jabuti não sobe em árvore...
De qualquer forma, depois do acontecido, o casal deve ter Discutido a Relação (rolou uma DR, como dizem os jovens), porque os dois apareceram de bem com a vida em Florianópolis. E vida que segue...
O que não é bonito, de qualquer maneira, é este tipo de assunto aparecer como apareceu e desaparecer como desapareceu. A Aécio caberia não um desmentido fraco como o que saiu nos jornalões, mas a explicação pura e simples da história - qualquer ser humano entenderia. E aos blogueiros/jornalistas que divulgaram o "tapa", cabe algo mais sério: a prova dos fatos. Ou então é tudo conversa de candinhas mesmo. Jornalismo é que não é.

8 comentários:

  1. Quente, bem quente.

    Agora, cadê o vídeo de celular, tão falado, mas que até agora não apareceu?

    Como eu já disse umas 100 vezes em mesas de buteco espalhadas por aí: Aécio não vale nada, mas esse lance é 100% Serra.

    O Aécio deve estar ouvindo da irmã: "Aí, tá vendo? Não te falei pra não ficar andando com esses caras? Era só questão de tempo até te esfaquearem pelas costas! Mas é burro, não ouve!"

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  2. Juca Kfouri e o jornalismo dos 4 ou 5 festeiros:

    Alguns dias depois de publicar nota contra Aécio Neves, governador de Minas e pré-candidato à presidência da República, o jornalista Juca Kfouri agora já diz que não foi bem assim. Em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo (5.11.20090, página D#, Caderno de Esportes), ele divulga outra nota, intitulada “Desmentido”.

    Eis o que ele diz: “Aécio neves e sua namorada negam que tenha havido um incidente entre eles numa festa da Calvin Klein, no Rio, no Domingo retrasado. É possível mesmo que não tenha havido”. Na nova versão, Juca Kfouri diz que a fonte que contou a estória para ele não sabia se era namorada ou “acompanhante”: ou seja, não sabe dizer sequer com quem o Aécio estaria.

    Isso mostra que o jornalista publicou a nota original em seu blog pessoal precipitadamente, sem seguir procedimentos básicos da boa imprensa em qualquer lugar do mundo, a começar da própria Folha de São Paulo, onde mantém sua coluna no Caderno de Esportes. O Manual de Redação da Folha é muito meticuloso ao tratar do assunto, ao qual dedica vários verbetes.

    Uma dessas diretrizes é “cruzar informação”, isto é, “confrontar informação original com uma ou mais fontes independentes” (página 60). E mais: “Toda reportagem exige cruzamento de informações. Esse mecanismo jornalístico consiste em, a partir de um fato transmitido por uma determinada fonte, ouvir a versão sobre o mesmo fato de outras fontes independentes” (página 26).

    Juca Kfouri obteve a informação com uma fonte que diz ter testemunhado o episódio e a confirmou com outros “quatro ou cinco festeiros” que não viram! É o que ele disse em entrevista ao Blog do Rovai, editor da Revista Fórum: “Antes de dar a nota fiz quatro ou cinco ligações pra festeiros cariocas amigos meus e todos me confirmaram a história, apesar de não terem visto a cena”. Os “quatro ou cinco festeiros cariocas” são daquele tipo: “não vi, mas a-d-o-r-e-i!...”.
    Confira aqui a entrevista:
    http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/Blog/texto_blog.asp?id_artigo=7712

    Também não foi seguido um procedimento elementar aceito no mundo inteiro, que é o de ouvir o outro lado. A Folha de São Paulo é o jornal que mais alardeia a obediência a este postulado, tendo até criado uma seção “Outro Lado” que costuma aparecer em reportagens de denúncias.

    Diz o Manual da Folha (princípio largamente aceito e praticado por veículos sérios em geral): “Quando o repórter dispõe de uma informação que possa ser considerada prejudicial a uma pessoa ou entidade, é obrigatório que ele ouça e publique com destaque proporcional a versão da parte atingida – esse procedimento, na Folha, é chamado de ouvir o outro lado” (páginas 26 e 27).

    Tão pressuroso em publicar a informação, Juca Kfouri não se deu ao trabalho de “além dos quatro ou cinco festeiros cariocas”, ligar para a assessoria de imprensa do governador de Minas, cujo telefone qualquer repórter iniciante tem. Os jornalistas sabem que a reportagem que traz o “outro lado”, ainda que seja um desmentido formal e burocrático, ajuda a mostrar que o veículo foi justo com o acusado e lhe deu o direito de defesa. Do contrário, como aconteceu, abre a guarda para a suspeita de que há segundas intenções na publicação da acusação.

    Por fim, concordo com alguns coleguinhas que acham que o Kfouri faltou com a ética profissional ao levar para as páginas da Folha de São Paulo um problema que criou no seu blog pessoal. Por mais que a coluna no jornal seja assinada, ele fez uso da força do jornal sobre o fato em questão que cada vez fica mais frágil.

    Cada dia que passa fica mais claro qual foi o crime cometido por Aécio: ser amigo dos inimigos de Juca Kfouri!

    Por José Ferreira

    Veja em: http://docs.google.com/Doc?docid=0AR45iO1bNI5RZGR3emZtY3FfNmNqdmcyNWM3&hl=en

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  3. O jornal “Hora do Povo”, o porta-voz do ex-governador paulista Orestes Quércia e do quercismo no Brasil e no mundo, já está nas bancas com a “notícia” sobre o incidente entre o Aécio e a namorada Letícia Weber, em uma festa no Rio.

    E no velho estilo “revolucionário” de fazer jornal, trata o tema no mais baixo nível possível.

    Pra quem tinha dúvidas sobre o envolvimento da força tarefa paulista na produção e divulgação do caso não se tem mais. Acabou, caiu a máscara de vez.

    Vai que é tua Seragio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    E vai ficar devendo mais essa a este grande democrata chamado ORESTES QUÉRCIA.

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  4. Vai me desculpar, mas sua versão não inspira mais confiança do que os blogs que vc critica. Por que acreditar na sua apuração (versão) e não na do Juca Kfouri. Nenhuma das duas tem fonte. A do Juca dá a notícia seca, vc faz muitas conjecturas, estranha isso, estranha aquilo, quando se trata apenas de um fato que revela um homem público. Se é verdade, é preciso saber. Ainda mais quando se trata de um governador sobre quem a imprensa local não publica uma linha que o desagrade e sobre quem circulam, por isso mesmo, inclusive, muitas e muitas histórias. E o principal: homem público influente, poderoso e candidato a candidato a poderoso máximo. É no mínimo que uma simples discussão tenha sido transformada em tapa, empurrão e revide. Mais fácil imaginar o contrário: tendo havido, decide-se divulgar que foi apenas uma discussão normal de casal que os inimigos e a imprensa escandalosa exagerou. Mas o rotulo de imprensa escandalosa não cabe no Juca Kfouri. Pelo menos nele. Muito pelo contrário, sua marca é a informação correta.

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  5. Carlos, o Juca já voltou atrás na notícia que deu. Este blog reitera: não houve tapa, isto é fato. E mais: Serra, pessoalmente, não tem mesmo nada a ver com o vazamento. Mas seus amigos têm, e muito.

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  6. Como já disseram outros leitores acima, fica difícil entender os fatos com esta sua nova "fonte", sem nome, sem áudio, sem texto. Por que a sua é melhor que de outros? Pra mim, deu na mesma. E a suspeita permanece.

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  7. Não tem a ver com o tópico, mas lá vai:
    Até tinha ficado chata, repetitiva essa história de tirar uma onda com as manchetes do UOL, sempre tão manipuladas. Mas hoje elas estão engraçadas mais do que o normal. No momento está lá estampada a notícia trágica: "Produção industrial recua 7,8% em um ano, diz IBGE". Aí, você clica no link e dá nessa matéria da Folha Online (!?!): "Produção industrial sobe em 12 das 14 regiões pesquisadas, diz IBGE". Isso já seria muito engraçado, se não fosse ainda outro detalhe. Na ânsia de só pegar o pior, os caras se esqueceram de que a mesmíssima manchete já ocupara o topo do site na última terça-feira (como pode ser visto em http://noticias.uol.com.br/arquivohome/arquivo.jhtm?d=20091103 na reprodução das 10h: "Produção industrial cai 7,8% em um ano, diz IBGE"), quando o IBGE divulgou o número nacional. O dado de hoje refere-se à produção regional, em que houve, como se viu na manchete da Folha Online (!), alta em 12 das 14 regiões. Além disso, o momento gargalhada é completado pela obsessão dos caras em anunciar o apocalipse. Podemos lembrar que, daqui para frente, qualquer comparação com o mesmo período do ano anterior (como as que têm sido feitas desde o início da crise), vão apontar para um crescimento enorme, assim como já apontam altas as comparações entre o mês de referência e o mês anterior. Beco sem saída para quem só vê tragédia? Não senhores, pois os números do acumulado nos últimos 12 meses em quase todos os indicadores ainda são negativos. Alô Grupo Folha, tô dando a dica, hein?

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  8. Outra coisa que venho notando: por que toda informação que os grandes portais lançam sobre o trânsito de São Paulo cita os kms de congestionamento e atribui sempre como uma de suas causas "o excesso de veículos". Vai ser sempre assim, não é um fato esporádico isso, daqui para frente a tendência é só aumentar. O que eles poderiam afirmar, mas não fazem, é que a "culpa" da lentidão deve-se à falta de investimentos em transporte público, de políticas urbanas etc., etc. Fico imaginando um cara preso no trânsito, revoltado com a lentidão, e ter de contentar-se com essa explicação. É o mesmo que dizer que o excesso de chuvas deve ser atribuído a Deus e que, portanto, a população tem de rezar. Ops, acho que já vi esse filme antes, e com atores beeem assustadores

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