Certas coisas que acontecem na política parecem coincidências e são mesmo coincidências. Outras parecem, mas não são. No início deste ano, um funcionário da Casa Civil da Presidência da República, indicado pelo ex-ministro José Dirceu, vazou um suposto dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Pegou mal para a chefe do funcionário, a ministra Dilma Rousseff, que teve até que explicar o caso no Senado, em uma sessão que acabou servindo de palanque para a ministra, tamanha a incompetência da oposição em argui-lá. Hoje, o jornal O Estado de S. Paulo publica uma nova denúncia contra Dilma, desta vez partindo da ex-diretora da Anac Denise Abreu, sobre uma suposta operação coordenada pela chefe da Casa Civil para beneficar a Varig e Roberto Teixeira, advogado da companhia e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bem, adivinhe o leitor de quem foi a indicação de Denise Abreu para a Anac? Ganhou um doce quem pensou no ex-ministro Zé Dirceu. É claro que pode ser tudo coincidência, ainda mais considerando que Dilma se posicionou favoravelmente à fusão da Brasil Telecom com a Oi, um negócio meio aborrecido para a concorrência, especialmente a Claro, controlada pela Telmex de Carlos Slim, um dos principais clientes do consultor José Dirceu... Um dia alguém ainda vai contar essas histórias direito.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
boa essa corrente de coincidências...
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