A aclamação do nome de Geraldo Alckmin para a disputa da prefeitura de São Paulo neste ano pelo diretório municipal do PSDB não representou nem de longe o fim das tensões entre os tucanos. Ao contrário, o clima bélico da reunião de ontem só colaborou para piorar as coisas e hoje a conversa nos bastidores do partido é justamente sobre... a criação de um novo partido, depois das eleições de outubro. Pelas conversas, a nova legenda seria criada pelo grupo de Alckmin, que, se vencer a batalha contra Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT), ganha de novo a estatura de presidenciável. Por outro lado, conforme apurou a repórter Patrícia Acioli para reportagem que o DCI publica amanhã, já há alckmistas defendendo a expulsão do PSDB dos tucanos que fizerem corpo mole ou ameaçarem constestar a decisão partidária judicialmente. Tudo somado, o clima está realmente pesado no PSDB, com a liderança do governador e presidenciável José Serra sendo desafiada em seu próprio estado. Contente mesmo deve estar a ex-prefeita Marta Suplicy, que assiste de camarote o acirramento da disputa entre os seus principais adversários.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Parece inclusive q o presidente Serra já sugeriu o nome para o partido do desafeto: PCP (Partido do Chuchu com Pimenta)
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