Realmente, não dá para contestar: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um homem de muita sorte. Um dia depois da agência canadense de risco ter elevado o Brasil ao grau de investimento, em meio às más notícias na área econômica, em especial os indícios de retorno da inflação, eis que vem a agência Fitch, uma das três que de fato importam (as outras são a Standard & Poor´s e a Moody´s), e anuncia que também vai classificar o Brasil como investment grade. Na prática, a notícia é de fato importante porque muitos fundos de investimento só podiam recomendar a aplicação de recursos no país quando pelo menos duas grandes agências de risco avalizassem o país, o que acaba de acontecer na tarde desta quinta-feira. Tudo somado, a oposição pode dizer muito de Lula, mas jamais poderá acusar o presidente de ser um homem azarado.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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