terça-feira, 16 de setembro de 2008

Rir para não chorar

O Brasil está para esta crise internacional como o maluco que tomou três ácidos sem sentir coisa alguma. O sujeito começa a se perguntar: será que não bateu? Bem, pode ser que o produto estivesse vencido, mas também pode ser que a coisa termine numa bad trip daquelas... É evidente que as coisas não andam nada bem no cenário econômico internacional, mas até agora, "não bateu" por aqui. Vai bater? Só Deus sabe, os economistas é que não conseguem responder a esta questão, até pelo ineditismo da crise. Uma coisa é certa: se o Brasil sair incólume ou for pouco afetado, será a prova definitiva de que o presidente Lula nasceu com aquilo virado para a lua.

Um comentário:

  1. O crescimento econômico do Brasil é devido principalmente à dsitribuição de renda e ao conseqüente aumento do consumo interno.

    Há apenas duas vias pelas quais a crise internacional poderia afetar o Brasil:
    1- diminuição do valor das commodities, que já está acontecendo devido à recessão nos EUA, europa e Japão. No entanto, China continua uma incógnita e sinceramente duvido que o governo chinês esteja disposto a permitir que o crescimento fique abaixo de 10% ao ano. Além disso, como o crescimento que está ocorrendo é devido principalmente a fatores internos, a diminuição das exportações devido à recessão mundial deve afetar mais levemente nosso crescimento.
    2- quebradeira geral dos bancos daqui. Não vai acontecer. O Brasil não desregulamentou o sistema financeiro, enquanto EUA e Inglaterra sim. A conseqüência é que os bancos brasileiros não puderam investir em derivativos, que agora estão micando.

    A conclusão é que, se a crise chegar, chegará leve. Baixará o crescimento do patamar acima de 5% para 3 a 4%.

    No entanto, um bom keynesiano deveria ficar atento que o governo deve aumentar os gastos como uma política anticíclica. Bastaria pisar o pé no acelerador do PAC.

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