A revista Veja, cujo anti-lulismo dispensa apresentações, revelou ao país que até o presidente do Supremo Tribunal Federal foi grampeado pelos arapongas da Abin. Como diriam os americanos e os tucanos, "so what?" (talvez a melhor tradução seja "e daí?", mas "so what" é muito mais chique, e tucano é tudo gente chique...). A verdade é que qualquer otário em Brasília sabe que difícil mesmo é achar um telefone que não esteja grampeado na cidade. Há quem diga que até o do presidente Lula tem escutas... A grande questão é saber se os grampos (do presidente do STF e de todos os demais cidadãos) são legais ou ilegais e se foram mesmo realizado pela Abin, como diz a Veja. É fácil dizer que o presidente "perdeu o comando" da Abin, mas muito mais difícil é provar a tese. E se os grampos tiverem sido feitos por arapongas a serviço do banqueiro Daniel Dantas ou de outro pilantra qualquer? Mais uma vez, Veja e os colunistas da ultra-direita se unem para gritar "assim não dá!", "crime de responsabilidade!" e outras bobagens. Que essa gente tenha saudade dos generais de cara amarrada e triste memória, é até natural e faz parte da democracia. A sabedoria popular, porém, sabe distinguir bem o que é armação e o que é realidade. Afinal, se Lula é vítima do grampo, como pode ter culpa na ação dos arapongas, supondo que realmente sejam da Abin. É evidente que, sendo esta a hipótese verdadeira, o presidente deve mandar apurar os fatos. E se os fatos apontarem para algum envolvimento da Abin, deverá tomar medidas para que fatos como este não se repitam. Agora, exigir que ele demita o ministro, o chefe da agência ou quem quer que seja antes da apuração, não passa de bravata de quem quer apenas jogar pó de mico no salão...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Alguém poderia me lembrar quais e quanto tempo durou cada "crise" criada pelo PIG, depois do mensalão. Foram muitas, lembro de algumas: crise aerea, febre aftosa, febre amarela, inflação e a mais recente crise do grampo.
ResponderExcluirLuis,
ResponderExcluireu sei que a curiosidade matou o gato, mas eu não resistou ao risco.
Os indgnados de hoje já descobriram quem foi que grampeou o presidente da República Vaidoso Henrique Cardoso combinando a venda de estatais com o seu ex-tesoureiro dublê de diretor do Banco do Brasil?
Será que foi a Abin de Lula?