Alguns colunistas conservadores, como Reinaldo Azevedo, da revista Veja, estão argumentando que a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos nada tem a ver com a questão racial. O fato de Obama ser negro seria um mero detalhe, questão menor, desimportante. Bem, contra fatos não há argumentos. Nesta quinta-feira, a Folha de S. Paulo apresenta um dado muito interessante da eleição americana. No voto popular, Obama obteve espantosos 95% de preferência entre os eleitores negros contra apenas 4% de McCain - o restante votou em algum dos candidatos independentes. Sim, é verdade que tradicionalmente os negros votam com os democratas, mas, convenhamos, 95% é muita coisa. Ademais, o comparecimento do eleitorado negro foi muito maior do que em qualquer outra eleição da história, portanto é razoável supor que os votos dos afro-americanos, para usar a expressão politicamente correta, que representam 13% do total do eleitorado norte-americano, foram, sim, decisivos na eleição. Isto para não falar dos hispânicos e latinos - 66% desses eleitores optaram por Obama. Já entre os brancos, o candidato negro perdeu - 43% contra 55% de McCain. Resta óbvio que a cor de Obama teve importância real na eleição. Só não vê quem não quer.
Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...
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