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2008 lá e cá

O que vai abaixo é o artigo do autor destas Entrelinhas para o Correio da Cidadania. Dia 14, voltaremos ao funcionamento normal, com atualizações diárias. Em função da péssima conexão de internet no litoral paulista, no momento só em edições extraordinárias o blog está sendo atualizado. O ano de 2008 vai ser muito interessante no campo político e uma verdadeira incógnita do ponto de vista da economia, não apenas no Brasil, mas principalmente no coração do império, os Estados Unidos da América. Lá e cá teremos eleições, com a diferença que os irmãos do norte escolherão seu próximo presidente da República e nós, em uma espécie de prévia do pleito de 2010, os prefeitos que governarão as cidades brasileiras por mais quatro anos. A rigor, a sucessão do presidente Lula depende muito do que acontecer em 2008, inclusive nos Estados Unidos. Senão vejamos. Existe no planeta uma certa tendência pela eleição de mulheres para o comando do Executivo. É verdade que Segolène Royal não vingou na França...

Feliz 2008 e obrigado pela audiência

As estatísticas de acesso ao blog informam que dezembro de 2007 está fechando com o dobro da audiência do último mês do ano passado. O autor destas Entrelinhas agradece pela companhia e deseja aos leitores um excelente 2008. Será um ano interessante, com eleições nos EUA e no Brasil e uma grande incógnita a respeito do que vai ocorrer na economia mundial. Para os leitores do blog, segue abaixo o artigo semanal para o Correio da Cidadania , um rápido balanço, bastante incompleto, do que de importante ocorreu em 2007. Tenham todos uma ótima virada de ano, com muita alegria, saúde e paz. 2007: economia sustenta o governo Lula O ano de 2007 foi extremamente positivo para o Brasil, se o olhar do analista se dirigir à economia nacional. O resultado final do crescimento do Produto Interno Bruto do país ainda não saiu, mas as estimativas mais pessimistas já são de algo em torno de 5% em relação a 2006, podendo ser até maior. A taxa de juros básica (Selic) ainda é muito alta, mas é a men...

Wagner Iglecias: Feliz Aniversário, feliz ano novo!

Na última colaboração do ano, o professor Wagner Iglecias brinda os leitores deste blog com uma crônica bem divertida e atual. A seguir, a íntegra do artigo: Meu amigo Zé Paulo completa 45 anos neste 31 de dezembro. Quarenta e cinco. Hora em que qualquer um inevitavelmente olha para frente, e vê que o tempo vai encurtando. E hora em que também se olha para trás, afinal já há uma boa estrada percorrida e já há um monte de coisas do que se recordar. Zé Paulo sempre foi de esquerda, sempre foi um idealista. Sonhou a vida toda com um Brasil mais democrático e sobretudo mais justo. Era adolescente no anos de chumbo, mas foi ali, nos anos setenta, que formou sua consciência política. Desde sempre a favor dos menos favorecidos. Na juventude tinha certa admiração pelo comunismo soviético, apesar de achar os líderes da URSS um tanto sombrios. Ambicionava conhecer Moscou e os países da Cortina de Ferro. Encantava-se com o socialismo exótico plantado em plena Cuba e tinha uma ponta de des...

A culpa de Lula e as mortes nas estradas

O Natal de 2007 já é passado – segundo os lojistas, o melhor dos últimos 10 anos, do ponto de vista das vendas, obviamente – e os jornais chegam às bancas e casas dos assinantes magrinhos, com pouca notícia. O incêndio no Hospital das Clínicas, em São Paulo, rendeu boas fotos nos dois diários paulistas e os acidentes nas estradas também foram bastante explorados em função do "aumento recorde" deste tipo de tragédia. Sobre o incêndio, há pouco a comentar e desde já o blog garante que não foi culpa do governador José Serra (PSDB), embora alguns digam que ele é tão azarado que nem no Natal consegue alguns momentos de paz... Sobre o aumento das mortes nas estradas, porém, vale a pena ler o comentário reproduzido abaixo, do jornalista Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa . Este blog concorda com o argumentos e arremata: a culpa, neste caso, é mesmo do presidente Lula, como os jornalões marotamente insinuam, mas não pelas razões que eles apresentam. A culpa é de Lula ...

Um duelo improvável

O que vai abaixo é o artigo semanal do autor destas Entrelinhas para o Shopping News, encarte do DCI que circula às sextas-feiras. Em primeira mão para os leitores do blog. O ano de 2007 vai chegando ao final e os políticos brasileiros já estão pensand o no que de mais importante acontecerá no país em 2008: as eleições municipais, que mais uma vez servirão de prévia para a disputa que de fato importa, dois anos depois, em 2010, quando o Brasil poderá ter a primeira eleição presidencial sem a presença de Lula desde a redemocratização. O voto de mais de 100 milhões de eleitores no ano que vem servirá para que a classe política avalie com mais precisão o humor dos brasileiros e comece a se preparar para 2010. É bem verdade que nem sempre o resultado das urnas do pleito municipal se reflete nas eleições gerais seguintes. Em 2004, por exemplo, quando Marta Suplicy (PT) perdeu para José Serra (PSDB) o comando da capital paulista, muita gente dizia que o tucano seria imbatível na corrida pres...

Jornalismo e (falta de) sensibilidade

Vale a pena ler o comentário abaixo, do jornalista Luiz Weis, no blog Verbo Solto : Uma atrocidade e duas notícias A banalidade do mal é um problema para a imprensa. Se o homicídio fosse uma raridade, cada caso seria manchete. Em São Paulo, faz pouco, houve um dia sem uma única morte violenta. Foi notícia. Agora, para virar notícia de chamar a atenção, um crime precisa ser distinto – literalmente. Essa, pelo menos, é a lógica do jornalismo “que vende”. Por esse critério, violência polícial é notícia velha. Que pode haver de essencialmente novo na história de um adolescente preso por suspeita de roubo e que aparece morto – a choques elétricos? Nada, deve ter raciocinado quem decidiu reduzir a 11 linhetas, na seção de pirulitos Pelas Cidades, do Estado de hoje, a história de Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos, morto pela PM na madrugada de sábado, em Bauru, no interior paulista. Mas a repetição dos horrores do gênero não embotou a sensibilidade dos editores da Folha, que deram meia página ...

São Serra e o apóstolo Mauro Ricardo

Este blog estava deixando passar a excelente nota do ombudsman da Folha de S. Paulo , Mário Magalhães, sobre o tratamento dispensado pelo jornal ao secretário da Fazenda do governo Serra, Mauro Ricardo Machado Costa na semana passada. A nota saiu dia 13 e se refere a uma entrevista publicada no dia anterior. Conforme atesta o ombudsman, a Folha de S. Serra dispensou ao secretário o tratamento de apóstolo. Faz sentido. Serra, o investidor Seguem anotações sobre a reportagem da capa de ontem de Dinheiro, "Serra prevê investir R$ 41,5 bi até 2010", e seu complemento, "Governo Lula poderia ajudar mais, diz SP" (pág. B6 de ontem): 1) O jornal não informa qual seria a origem do montante. Regra elementar na cobertura da administração pública e de campanhas eleitorais é indagar "de onde vem o dinheiro". O secretário da Fazenda se pronuncia apenas sobre a fonte de parcela do investimento prometido. 2) A gestão anterior em São Paulo foi "Alckmin-Lembo", re...

Como manipular uma notícia

Manchete do UOL na manhã desta segunda-feira: Vendas no varejo do país têm primeira queda do ano O que diz o lide da reportagem: As vendas do comércio varejista brasileiro declinaram 0,2% em outubro ante setembro, registrando a primeira taxa negativa do ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira. Na comparação com outubro do ano passado, as vendas no varejo brasileiro avançaram 9,6%. A chamada do UOL para a tal "primeira queda do ano" é uma bobagem, uma vez que outubro foi um mês com praticamente três feriados e muito menos dias úteis do que setembro. Tanto a tal queda é um ponto fora da curva que a comparação com outubro do ano anterior as vendas no varejo avançaram quase 10%. Em geral, para se medir o que ocorre na economia, a comparação usada é a com o ano anterior. Mas se a idéia é deixar o governo mal na fita, como dizem os jovens, aí o melhor é sempre pegar o número que se encaixe melhor à tese que se quer provar. Jornal...

Reprovação ao governo Kassab
sobe, Geraldo Alckmin comemora

A pesquisa divulgada hoje na Folha de S. Paulo na qual o instituto do jornal verificou o crescimento da rejeição ao governo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), é mais uma boa notícia para o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). A cada dia que passa fica mais difícil para o tucano evitar a disputa eleitoral no ano que vem, tamanhas são as chances de sucesso, tanto contra a ministra Marta Suplicy (PT) quanto contra o prefeito Kassab. Com Alckmin na disputa, perde o governador José Serra, partidário de uma aliança em torno de Kassab, e cordial inimigo de Alckmin no PSDB. No fundo, vai ser interessante acompanhar a campanha eleitoral do ano que vem se Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab de fato se enfrentarem, o que está se tornando o cenário mais provável. Ainda mais porque o eleitorado de esquerda da capital certamente procurará um candidato alternativo, é difícil imaginar um segundo turno entre dois conservadores, o que deve trazer ainda mais emoção à disputa.

Crônica de uma derrota anunciada

O que vai abaixo é o artigo do autor destas Entrelinhas para o Shopping News, encarte do DCI que circula às sextas-feiras. Em primeira mão para os leitores do blog: O governo federal sofreu nesta semana a sua maior derrota neste ano em votações no Congresso Nacional. Na madrugada de quinta-feira, os senadores derrubaram a emenda que prorrogaria até 2011 o imposto do cheque. De nada adiantou a malandra proposta do governo, apresentada no último minuto do segundo tempo, contendo concessões ao PSDB, nem tampouco a tentativa do senador Pedro Simon (PMDB-RS) de ganhar mais algumas horas para a negociação da matéria: na soma geral, os articuladores políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva só conseguiram mesmo 46 votos (o presidente do Senado, governista, não votou). Na verdade, o que se viu ontem foi um festival de incompetência da parte do governo. Pelo menos 4 dos 13 senadores tucanos gostariam de votar pela prorrogação da CPMF, pressionados pelos governadores José Serra e Aécio ...

FHC manda, Arthur Virgílio obedece

O senador tucano Arthur Virgílio (AM) está tendo papel fundamental na tramitação da Emenda que prorroga a CPMF. Se não fosse ele, os governadores José Serra e Aécio Neves já teriam conseguuido convencer metade da bancada a votar pela prorrogação do imposto do cheque. A postura belicista de Virgílio tem nome e sobrenome: Fernando Henrique Cardoso. Virgílio mesmo, coitado, não passa de um fantoche. Quem está no comando da operação é o ex-presidente, hoje um adepto incondicional do "quanto pior, melhor" para o governo Lula.

Jorge Rodini: o surfista Lula

Em mais uma colaboração para o blog, Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia de pesquisas, dá um rápido pitaco sobre a pesquisa divulgada hoje pela CNI e realizada pelo Ibope, que aponta um aumento na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atingiu o maior nível de 2007. Ou seja, o que já era alto ficou enorme. Leia a seguir a análise de Rodini: Com a divulgação de mais uma pesquisa CNI/Ibope fica evidente a facilidade com que Lula surfa nas ondas de sua popularidade. O presidente usa parafina para manter a prancha de seu governo embicada e ágil. Seu pífio ministério, com honrosas exceções, abriga até um aloprado. Lula usa e abusa de frases de efeito, com defeitos que só a mídia enxerga, mas não propaga. Em seu caminho terceiro-mandatista, Lula não tem quem o contraponha.Seus adversários se esgoelam para evitar a prorrogação da CPMF, mas se deixam manipular de maneira até amadora. A aprovação de Lula é o sim de quem nada tinha. E também de quem não tem ...

Da série "esqueçam o que escrevi"

A nota abaixo saiu na Folha de S. Paulo de hoje. O jornalista é bom, mas as fontes não ajudaram... O mercado errou e uma diferença dos 4,8%, na melhor das hipóteses de crescimento reportadas por Guilherme Barros, para os 5,7% realmente apurados pelo IBGE vai uma enormidade. Ademais, com o resultado divulgado hoje o Brasil já está bem mais próximo de um crescimento anual de 6% em 2007 do que "algo próximo a 5%", como escreveu o colunista da Folha . A seguir, a nota que Barros publicou: Mercado Aberto GUILHERME BARROS O PIB do terceiro trimestre, a ser divulgado hoje pelo IBGE, manteve a aceleração do segundo trimestre e deve ter crescido entre 4,4% e 4,8% em relação a 2006, segundo projeções do mercado. Já em relação ao segundo trimestre, o PIB deve ter se expandido entre 1,1% a 1,4%. Esses números reforçam a tese do governo de que o país deve crescer mesmo este ano algo próximo a 5% . A expectativa é que o quarto trimestre deva vir ainda mais forte do que o terceiro, princ...

PIB cresce 5,7% e aprovação a Lula sobe

Esta notícia: " Economia PIB no 3º trimestre cresce 5,7% em relação a 2006 " explica esta outra: " Avaliação positiva do governo Lula sobe três pontos e é a maior do ano ". Os dois links são de matérias que estão na capa do UOL. No caso do PIB de 2007, a manchete não informa, mas foi o maior crescimento desde 2004. A relação entre os fatos é tão óbvia que dispensa comentários.

Acordo entre Temporão e Serra pode
garantir a aprovação do imposto do cheque

O dia D da prorrogação da CPMF pode ser mais fácil para o governo do que muita gente imagina. Se os tucanos toparem os termos acordados entre o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a emenda que posterga até 2011 a cobrança do imposto do cheque vai passar com pelo menos meia dúzia de votos de senadores tucanos, aliviando a estreita margem com a qual a base aliada estava operando. Pelo que teria sido acordado, o governo se comprometeria a gastar tudo que for arrecadado com a CPMF no setor de Saúde. Em troca, o PSDB vota a prorrogação. Qual a garantia dada aos tucanos? A palavra de Temporão e Lula. Não há como carimbar a verba, de forma que na verdade tudo não passa de um acerto para que o próximo presidente, que Serra imagina ser ele próprio, não pegue a casa bagunçada e comece o governo com dinheiro em caixa. No fundo, o PSDB precisava de uma desculpa. Agora o partido avalia se a desculpa que Serra arrumou vai colar ou se o povão acabar...

Governo agora mobiliza a base aliada
para votar hoje a prorrogação da CPMF

Está quente o clima em Brasília. Horas depois de aventar deixar para a próxima semana ou mesmo para o próximo ano a votação da prorrogação da CPMF, os governistas têm dito nas últimas horas que a votação vai começar hoje mesmo, logo mais. Pode ser um blefe, mas também pode ser que o governador José Roberto Arruda (DEM-DF) tenha conseguido para Lula os votinhos que estavam faltando. Os dois tomaram café da manhã juntos nesta terça-feira.

Morte de governador pode adiar para
a próxima semana a votação da CPMF

O falecimento do governador de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB), agora pouco, em Brasília, pode acarretar em um adiamento para a próxima semana da votação da Emenda que prorroga o imposto do cheque até 2011. O governo estava atrás e conseguiu uma boa desculpa para adiar a apreciação da matéria no Senado, prevista para amanhã, após a eleição do novo presidente do Senado, que deve ser mesmo Garibaldi Alves, indicado pelo PMDB para disputar o posto. A eleição de Garibaldi está sendo considerada uma barbada, já que ele tem apoio do DEM e de parte do PSDB, além, é claro, da base governista, com exceção de alguns senadores mais à esquerda, como Eduardo Suplicy (PT) e Cristóvam Buarque (PDT), que ainda apostavam na candidatura avulsa de Pedro Simon (PMDB-RS). Se a votação ocorrer mesmo na semana que vem, ainda seria possível aprovar a emenda em segundo turno, entre o Natal e o Ano Novo. Não deixa de ser uma estratégia arriscada da base aliada.

Sarney reluta e Garibaldi é segundo nome

Brasília ferve com as duas votações importantes da semana: CPMF e eleição para a presidência do Senado. Até este momento, 18h20 de segunda-feira, a tendência é que o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) continue resistindo e acabe recusando a indicação para entrar na disputa do comando do Senado, apesar da indicação de que não teria concorrentes no PMDB. Garibaldi Alves (PMDB-RN) continua favorito no atual cenário. O governo também trabalha nos bastidores para evitar a candidatura avulsa de Pedro Simon (PMDB-RS). Sobre a CPMF é impossível fazer prognósticos. A votação pode ficar para quarta-feira, depois da eleição no Senado, ou mesmo para quinta-feira. Este blog aposta na vitória do governo, mas não arrisca nem de longe um palpite. Mesmo a tendência pela aprovação da matéria é tênue e ainda depende de negociações que estão em curso.

Sobre Marta, Alckmin e Kassab

A notícia do dia sem dúvida é a série de pesquisas do instituto Datafolha sobre o cenário eleitoral para as eleições municipais nas capitais de Estado mais importantes do país. A disputa que de fato importa e que terá conseqüências diretas para as eleições de 2010 está em São Paulo. Segundo o Datafolha, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin caiu 4 pontos e agora empata tecnicamente com a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), que se manteve estável na faixa dos 25% nas simulações em que seu nome foi testado. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) subiu 3 pontos e está em um patamar bem abaixo de seus possíveis adversários, com 13%. Não é tarefa fácil analisar a pesquisa porque este cenário é hoje o mais improvável: a ex-prefeita Marta Suplicy tem dito que não quer deixar o ministério, preferindo se guardar para 2010, quando poderia se candidatar ao governo de São Paulo ou mesmo a Presidência da República. O ex-governador Geraldo Alckmin também não confirmou ainda se é candidato. Também...

Ainda sobre a pesquisa em São Paulo

A nota abaixo, do blogueiro Luis Favre, mostra um detalhe das pesquisas Datafolha e Ibope que pouca gente captou. Entre Ibope e Datafolha, o Entrelinhas confia um pouco mais no segundo, menos pela metodologia e/ou pelo histórico de acertos e mais pela recusa do instituto em fazer pesquisa eleitoral sob encomenda de partidos ou candidatos. O blog aguarda a especializada opinião do santista Jorge Rodini, diretor do instituto Engrácia Garcia, sobre a questão. Datafolha e IBOPE, o jogo dos erros IBOPE sondou a opinião dos paulistanos em 14 e 15 de novembro. Datafolha, dez dias depois. Para o IBOPE, Kassab derrotaria Marta com 10 pontos a frente num segundo turno. Para Datafolha é o inverso. As pesquisas são científicas e os institutos igualmente sérios. Puxa, os paulistanos mudam em 10 dias da agua para o vinho... Acredite se quiser Datafolha: Marta derrota Kassab (49% X 39%) IBOPE: Kassab derrota Marta (47% X 38%) Erratum humanum est Esqueci, o IBOPE foi encomendado pela Associação Com...