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Por que o Fla-Flu na política faz mal à democracia?

No mesmo dia, dois presidentes provocaram em seus países reações emocionais, quase doentias, nas redes sociais.
Jair Bolsonaro e Donald Trump, Brasil e EUA, nações cada vez mais parecidas no tocante ao que suscitam em seus cidadãos. Amor, veneração, ódio e asco. Nada disto combina com democracias maduras.
Em tese, as decisões políticas deveriam levar em conta os aspectos pragmáticos, práticos e racionais, do que está em jogo no tabuleiro.
Quando a emoção toma conta e domina este campo, as relações interpessoais tendem a deteriorar e não há nenhum ganho visível real, nem para os protagonistas, muito menos para o público.
É uma realidade, no entanto, que este fenômeno esteja em curso e seja talvez um caminho sem volta. A democracia nascida em Atenas, na Grécia, evoluiu muito, mas vive hoje um período de retrocesso talvez só comparável ao de emergência dos regimes totalitários, que descambou na segunda guerra mundial. Se vai resistir, só o tempo dirá.
by LAM, 24/9/12

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