segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Em casa que falta pão...

... todo mundo grita e ninguém tem razão.

A nota reproduzida abaixo, do blog do ex-deputado e presidente do PTB Roberto Jefferson é prova cabal deste conhecido ditado. A campanha de José Serra (PSDB) à presidência desandou porque está faltando voto. Na política, quando falta voto, todos gritam e ninguém tem razão. Ou todos têm...

Mal nas pesquisas, os apoios a Serra começam a rarear e mesmo um presidente de partido aliado já se sente à vontade para dar os seus pitacos na propaganda e no teor da própria estratégia de campanha tucana.

Bob Jefferson pode ser muita coisa, mas um estúpido ele não é. Entende bem mais de política do que o marqueteiro Gonzales e deveria ser ao menos ouvido pelo staff de Serra, hoje mais preocupado em tentar fazer da violação do sigilo de Verônica Serra uma tábua de salvação para o segundo turno.

As pesquisas diárias do iG mostram que este esforço não está dando resultado: hoje Dilma seria eleita com 54% dos votos e Serra teria pouco menos de 25%. Uma diferença e tanto, e é isto que está abalando a campanha tucana.

Devagar com o andor...

Desconheço os motivos pelos quais o tucano José Serra passou a desferir golpes abaixo da linha da cintura na TV contra o senador Fernando Collor (PTB), candidato ao governo de Alagoas. Nós, do PTB, estamos coligados ao PSDB na campanha nacional e, além de sistematicamente deixados de lado na discussão de estratégias e caminhos para a candidatura, ainda somos vítimas de ataques no tempo de TV ao qual contribuímos. Repudiamos as agressões contra um dos nossos. O que os tucanos estão querendo com os insultos, uma ruptura?

Postado por Roberto Jefferson às 12:04
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3 comentários:

  1. Paulo Maluf, não; os votos dele, sim

    O cenário vislumbrado por candidatos a deputado federal pelo PP, após o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) ter indeferido o registro de candidatura do ex-governador e atual parlamentar Paulo Maluf, que tenta se manter no Parlamento com o maior ‘puxador de votos' da legenda, parece não ser dos piores para os demais pleiteantes. O que se imaginava é que com Maluf fora a legenda mal conseguiria atingir o quociente eleitoral. Mas como determina o parágrafo 4º, do artigo 175 do Código Eleitoral, se ele for julgado pelo TSE ou até o STF somente depois da eleição e for condenado, os votos dele passam a ser da legenda e, portanto, suficientes para empurrar outros candidatos para a Câmara.

    Quem não esconde o ar de tranquilidade é o médico Léo Kahn (PP), que disputa cadeira em Brasília. Pelo visto, mesmo que sua votação não seja das mais altas, não será muito difícil vê-lo eleito deputado federal. Basta apenas que os processos do colega de legenda se arrastem para depois de 3 de outubro. Ele nunca comemorou tanto o fato de a Justiça ser tão lenta no País... (Fonte: Diário do Grande ABC)

    Comentário

    Este é um dos principais problemas da atual lei eleitoral: os votos dados a um candidato são distribuídos para a legenda. É por esta mesma razão que partidos procuram candidatos como Tiririca.

    Independente de haver uma Reforma Política mais ampla, está na hora de acabar com esta palhaçada. Quando o eleitor vota em um candidato, o voto dele é para o candidato em particular, e não deve ser transferido para um desconhecido.

    Se os eleitores votam no Maluf (ou no Tiririca) não faz sentido que eles estejam elegendo uma bancada.

    E esta mudança precisa ser feita nos primeiros dias após a eleição, antes que os atuais deputados comecem a pensar nas próximas eleições.

    http://capitao-obvio.blogspot.com/2010/09/paulo-maluf-nao-os-votos-dele-sim.html

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  2. ...todo mundo grita e ninguém tem razão!

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  3. Meu amigo nossos quadros políticos vão de mau a pior. Nem vou falar do Roberto Jefferson, já que sua própria biografia explica. Mas essa do Serra querer ganhar a eleição no grito e na marra é o fim da picada, e quem perde e muito é o povo brasileiro, que assiste a tudo sem saber de nada!

    Provos Brasil

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