quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Serra: acidente no Playcenter teve o dedo do PT

Candidato só não disse se a culpa foi da turma do Zé Dirceu ou do Palocci. Logo mais o Reinaldo Azevedo esclarece...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Desespero e baixaria

Está rolando na internet uma tentativa de "marketing viral" contra a candidata Dilma Rousseff que usa como "argumento" a sexualidade da ex-ministra. A coisa é horrorosa e circula, por enquanto, em blogs anônimos ou marcadamente antipetistas, como o Ucho.com. Depois o Serra reclama dos "blogs sujos" do PT...

A explicação para a derrota de Serra

A nota abaixo, do sempre atento e competente Vinicius Torres Freire, colunista da Folha de S. Paulo, revela o motivo exato pelo qual a oposição será derrotada na eleição deste ano - atenção para os dados em vermelho. É a comparação que o eleitor médio faz - entre um governo e outro -, e o resultado é muito favorável à gestão de Lula na Presidência. Com isto, não tem escândalo ou cara feia que derrube a popularidade do presidente e o favoritismo de sua candidata. Quem viver, verá...

PIB de 2010: quem dá mais

A consultoria MB Associados acaba de revisar sua estimativa de crescimento do PIB em 2010 para 8%. “Estimativas são estimativas, nada mais do que estimativas”, diria um Odorico Paraguaçu econométrico, mas a MBA é uma das consultorias mais precisas e ponderadas do mercado, além de prestar sempre muita atenção ao mundo da economia real _não vivem apenas de torturar séries de dados em programas de estatística.

Como se dizia, 8%. Com recessão e tudo no ano passado, 8% é colossal.

Ontem mesmo, a “Economist Intelligence Unit” soltou sua previsão nova para o PIB em 2010, 7,8%. Os economistas dos maiores bancos do Brasil prevêem alta de em torno de 7,5%, 7,6%. Na mediana do mercado, segundo a pesquisa Focus do BC desta semana, 7,42%.

Abaixo, os números do PIB desde 1995 e as médias de cada governo deste então. Os dados para 2010 e para a média de Lula 2 são, claro, estimativas _no caso, usou seu o crescimento do PIB estimado para 2010 segundo a pesquisa do BC com o mercado.

Menos consumo, mais investimento

Do comentário de Sérgio Vale, da MBA: “Replicando esses cálculos para os oito anos de governo [Lula], nota-se que o consumo de fato foi o maior responsável pelo crescimento da absorção doméstica nesse período, seguido da Formação Bruta de Capital Fixo [investimento ‘na produção’]. A característica do governo Lula foi essencialmente de estimular consumo, o que se viu plenamente com as transferências de renda [como INSS e Bolsas sociais]. Nos próximos anos, essa equação terá de ser revertida na direção de crescimento do investimento em relação ao consumo das famílias para que o crescimento de fato se torne mais sustentável”.

Os números a que Vale se refere são os da participação dos componentes da absorção doméstica (itens do PIB) no crescimento total do PIB:

* Consumo das Famílias: 56,3%
* Formação Bruta de Capital Fixo: 32,1%
* Consumo do Governo: 11,5%

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Até tu, Eliane?

"Ao ameaçar largar a entrevista na CNT no meio, sem motivo, Serra mostra que lhe falta algo fundamental a um presidente da República: equilíbrio emocional." (Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S. Paulo, em sua coluna de hoje)

José Serra anda perdendo apoios até mesmo na linha de frente da sua tropa. Assim fica difícil.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Bateu o desespero

Quando as coisas chegam neste nível, é porque não tem mais volta. O candidato tucano perdeu a cabeça e alegou falta de "café da manhã". Resta imaginar o que seria feito, em um eventual governo Serra, no dia em que o presidente deixasse de tomar café da manhã...
Falando sério, o problema todo é que esta postura vai se refletir na reta final da campanha, especialmente se Dilma continuar a resistir aos ataques que vem sofrendo. É, se já degringolou agora, imaginem daqui 10 dias...

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Serra se irrita e ameaça deixar entrevista de TV

Priscila Tieppo, TERRA

Em gravação do programa Jogo do Poder, da CNT, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se irritou com perguntas sobre a quebra de sigilos de tucanos e pesquisas e ameaçou deixar a entrevista.

O candidato disse que eles "estavam perdendo tempo falando daqueles assuntos", enquanto podiam dar ênfase aos programas de governo dele.

Após a apresentadora Márcia Peltier citar que a quebra de sigilo teria acontecido em 2009, antes do anúncio das candidaturas à presidência, Serra subiu o tom:

- Que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui precioso, estamos repetindo os argumentos do PT, que você sabe que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui.

Márcia tentou contemporizar, mas não conseguiu acalmá-lo. "A candidata do PT virá aqui?", perguntou. Após a afirmativa de Márcia, ele retrucou: "então, pergunta para ela".

"Agora nós vamos falar sobre programas", tentou prosseguir a apresentadora. Neste momento, Serra levantou-se e ameaçou sair do estúdio. Tentando arrumar o fio do microfone, disse: "eu não vou dar essa entrevista, você me desculpa".

Márcia insistiu dizendo que eles falariam de programa de governo, mas ele se manteve firme. "Faz de conta que eu não vim". "Mas porquê, candidato?", disse, ainda sentada. "Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério. (...) Apaga aqui". "O que o senhor quer que apague?", perguntou Márcia. "Apague a TV pra gente conversar".

Márcia pediu que as câmeras fossem desligadas e as luzes do estúdio apagadas, mas Serra continuou falando: "porque isso aqui está parecendo montado". "Montado para quem? Aqui não tem isso", defendeu a jornalista.

O candidato voltou a reclamar da pauta das perguntas - que até então, havia se fixado nos acessos fiscais e sobre as pesquisas. "Me disseram que eu ia falar de política e economia".

Depois de conversar reservadamente com Márcia e o apresentador Alon Feuerwerker, Serra voltou ao estúdio e respondeu a questionamentos sobre economia, saúde e saneamento básico.

Ao final da gravação, Serra foi questionado pelos jornalistas que estavam no local sobre sua irritação. O candidato negou ter se irritado e afirmou que apenas estava "com estômago ruim" porque não tinha tomado café da manhã.

Segundo a assessoria de imprensa da emissora, as perguntas feitas ao candidatos sobre os assuntos que o incomodaram serão mantidas na edição que irá ao ar nesta quarta-feira (15), às 22h50.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Iglecias analisa o debate na Rede TV!

Abaixo, mais uma colaboração do professor Wagner Iglecias para o blog, desta vez analisando o último debate entre candidatos à presidência da República. Na opinião do autor desta Entrelinhas, Dilma agora só perde a eleição se for encontrada na cama com um homem morto ou com uma mulher viva. Pensando bem, talvez nem assim...

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Neste domingo (12) ocorreu mais um debate entre os principais candidatos à presidência da República. Desta vez na Rede TV!, onde nos domingos a noite o telespectador está mais acostumado a ver o humor nonsense do pessoal do Pânico. Desta vez o que se viu foi o embate chocho entre os três principais postulantes ao Palácio do Planalto, e mais o octagenário Plinio de Arruda Samapio.

Plinio, aliás, que já é vitorioso apenas por conseguir participar dos debates. Como se sabe há vários outros candidatos à presîdência, mas apenas ele, entre os chamados "pequenos", tem sido convidado a medir forças com Dilma, Serra e Marina nestas ocasiões. No encontro da Rede TV! portou-se livremente, quase que como um franco-atirador, embora sua mira estivesse muito mais voltada para Dilma do que para Serra, o que é mais ou menos surpreendente em se tratando do candidato de um partido de extrema-esquerda. Afinal, o que foram aqueles momentos como "O Zé (Serra) tem razão" e "Dilma, vc não responde minhas perguntas...vc topa ou não topa?". Enfim, Plinio parece a vontade nos debates, como aquele tio velhinho que vem nos visitar no domingo e começa a dizer o que bem entende na mesa de almoço.

Marina Silva, por sua vez, pareceu apagada. Sabe que ganhou uns pontinhos em algumas faixas do eleitorado nas últimas semanas, e talvez quisesse partir para o confronto com Dilma para mostrar-se ao eleitor como uma alternativa a Serra. Não pareceu muito bem-sucedida em sua estratégia.

Serra aproveitou a oportunidade para fustigar Dilma. Sabe que tem pouca bala na agulha, ainda que tantos falem na tal bala de prata que poderia vir por ai e levar a eleição para o segundo turno. Tentou associar Dilma e sua campanha à questão do vazamento dos dados da Receita Federal e à questão das recentes denúnicas envolvendo a Casa Civil. No horário eleitoral Serra claramente perde de Dilma. Sua chance são os debates. Foi incisivo com a adversária, quase agressivo, mas perdeu-se mais uma vez quando questionado sobre sua posição em relação ao presidente Lula. O tucano está naquela sinuca de bico, não pode bater e não pode elogiar. Entrou para nocautear Dilma e quase foi nocauteado quando confrontado com a simples menção à figura de Lula.

Dilma, por sua vez, saiu-se melhor que nos debates anteriores. Quase sempre dá a impressão de não olhar diretamente para a câmera, mas acabou mostrando que sabe se defender sozinha. Está longe, muito longe, no entanto, de ter a fluidez verbal de um líder carismático como Lula. Ou como Brizola, Maluf, Jânio e tantos outros que davam colorido e imponderabilidade aos debates do passado. No frigir dos ovos, encaixou alguns golpes em Serra, levou outros dele e, na pior das hipóteses, saiu dos estúdios da emissora de Alphaville na mesma situação em que entrou. Melhor pra ela, que atua como um time ganhando por 3 a 1 aos 37 minutos do 2o. tempo, tocando a bola de lado e esperando o apito final. Outros debates virão, em emissoras de maior audiência, e se o formato engessado e a dinâmica fria do debate deste domingo se repetirem, nada de novo deve ocorrer no cenário eleitoral.

A iniciativa da Rede TV! foi auspiciosa, mas provavelmente seu telespectador cativo dos domingos a noite deve achar Charles, Vesgo, Silvio, Bola, Sabrina e cia. mais surpreendents que os quatro presidenciáveis.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Os neoaloprados e o futuro da eleição

Até onde a vista alcança, não houve alteração significativa na intenção de voto dos brasileiros depois do “escândalo” da quebra de sigilo fiscal da filha do candidato José Serra (PSDB). Aparentemente, ninguém deu muita bola. O fato do presidente Lula ter ido à televisão ontem para defender Dilma Rousseff (PT) e contra-atacar os argumentos de Serra, porém, podem se um indicativo de que a campanha petista já aferiu o tamanho da encrenca e resolveu usar seu melhor antídoto: Lula. Esta é apenas uma hipótese, pois pode bem ser que a presença do presidente no programa da candidata seja meramente preventiva.
A verdade, porém, é que ainda está cedo para medir a repercussão dos fatos divulgados exaustivamente nos últimos dias. E também é fato que Serra pode radicalizar a estratégia “massaranduba” de campanha, incluindo mais ataques ao governo e sua candidata.
É bobagem dizer que “quem bate perde”, a história está cheia de vitórias baseadas em ataques bem conduzidos, de forma que o problema não é bater, é como bater e em quem. Nesta altura do campeonato, porém, resta claro que se Serra partir para a agressão e tentar vender Lula como um tiranete ou corrupto, ele mesmo, Serra, está lascado. A altíssima aprovação do presidente criou de fato uma blindagem, e as críticas mais duras tendem a ser rechaçadas pela população.
O que restou a Serra agora é tentar posar de vítima e rezar para que o povão tenha compaixão pelo que foi feito com o presidenciável. Também restou bater duro em Dilma, mas esta já é uma estratégia complicada. Bater em Lula seria quase suicídio político, e isto nem Gonzales, o marqueteiro, e muito menos Serra querem neste momento.
No fundo, o grande problema da oposição é aquele já apontado aqui diversas vezes; não há um projeto político sustentando o PSDB, razão pela qual o partido pouco ataca o governo e tenta vencer a eleição com a ideia de que seu candidato “pode mais”, e escondendo o passado do partido na presidência. Deste jeito, ao menos até aqui, as lideranças e os estrategistas tucanos deixaram uma avenida para o crescimento de Dilma ,que se aproveitou com gosto da porteira aberta, evidentemente contando com a ajuda providencial do presidente Lula. Se nenhum fato realmente novo (e inteligível para os brasileiros) ocorrer, é possível dizer que a fatura está liquidada.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Em casa que falta pão...

... todo mundo grita e ninguém tem razão.

A nota reproduzida abaixo, do blog do ex-deputado e presidente do PTB Roberto Jefferson é prova cabal deste conhecido ditado. A campanha de José Serra (PSDB) à presidência desandou porque está faltando voto. Na política, quando falta voto, todos gritam e ninguém tem razão. Ou todos têm...

Mal nas pesquisas, os apoios a Serra começam a rarear e mesmo um presidente de partido aliado já se sente à vontade para dar os seus pitacos na propaganda e no teor da própria estratégia de campanha tucana.

Bob Jefferson pode ser muita coisa, mas um estúpido ele não é. Entende bem mais de política do que o marqueteiro Gonzales e deveria ser ao menos ouvido pelo staff de Serra, hoje mais preocupado em tentar fazer da violação do sigilo de Verônica Serra uma tábua de salvação para o segundo turno.

As pesquisas diárias do iG mostram que este esforço não está dando resultado: hoje Dilma seria eleita com 54% dos votos e Serra teria pouco menos de 25%. Uma diferença e tanto, e é isto que está abalando a campanha tucana.

Devagar com o andor...

Desconheço os motivos pelos quais o tucano José Serra passou a desferir golpes abaixo da linha da cintura na TV contra o senador Fernando Collor (PTB), candidato ao governo de Alagoas. Nós, do PTB, estamos coligados ao PSDB na campanha nacional e, além de sistematicamente deixados de lado na discussão de estratégias e caminhos para a candidatura, ainda somos vítimas de ataques no tempo de TV ao qual contribuímos. Repudiamos as agressões contra um dos nossos. O que os tucanos estão querendo com os insultos, uma ruptura?

Postado por Roberto Jefferson às 12:04
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