Seis candidatos já estão na disputa pela presidência do PT, em eleição que acontece no dia 22 de novembro. São eles Geraldo Magela, Iriny Lopes, José Eduardo Cardozo, José Eduardo Dutra, Markus Sokol e Serge Goulart. As inscrições terminam dia 4 de agosto, mas é provável que os candidatos sejam mesmo esses seis. Sokol é candidato sempre, representa uma corrente de extrema esquerda chamada O Trabalho. Serge, por incrível que pareça, é de uma dissidência d'O Trabalho (como pode haver uma dissidência em um grupo tão pequeno é algo para cientistas políticos discutirem). Magela e Iriny não têm a menor chance, a eleição ficará mesmo entre Dutra e Cardozo. Já há especulações nos bastidores petistas de que a Cardozo poderá ser oferecido o ministério da Justiça em troca da desistência da presidência do partido. Neste caso, a eleição de Dutra estaria garantida. Se isto acontecer, o Brasil sai ganhando, porque o deputado federal paulista José Eduardo Cardozo seria um excelente ministro.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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