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Mostrando postagens com o rótulo diploma de jornalismo

Ainda sobre o deproma de jornalismo

Saiu na semana passada, na edição do Estadão de domingo (5/7), um texto antológico de Luís Fernando Verissimo, reproduzido abaixo para os leitores do Entrelinhas . Este blogueiro aposta que o "entrevistador" de Verissimo é formado em jornalismo, com muito orgulho, e ostenta seu canudo por aí. Um verdadeiro perigo público... Entrevista Meu caro: recebi a revista com minha entrevista, que você não quis fazer por e-mail, como eu tinha sugerido, nem com um gravador, como seria prudente. Confiou na sua memória e nas suas anotações e o resultado aí está. Começando já na primeira pergunta, sobre o meu método de trabalho. Reconheço que não falo com muita clareza, mas definitivamente não, repito não, disse que antes de começar a escrever traçava uns miúdos, o que pode dar a entender que me preparo para o trabalho atacando sexualmente crianças portuguesas. O que eu disse foi que amiúde faço traços no papel, esperando que venha a inspiração. Também não sei de onde você tirou que só esc...

Diploma de jornalista: perguntas e respostas

Está muito didático o artigo abaixo, de Carlos Brickmann, para o Observatório da Imprensa . Faço minhas as palavras de Carlinhos. DIPLOMA DESNECESSÁRIO Perguntas e respostas sobre o canudo Por Carlos Brickmann em 23/6/2009 O curso de Jornalismo perdeu a validade? Não: a transmissão de conhecimento é sempre útil e aquilo que se aprende é propriedade perpétua de quem o adquiriu. O diploma de Jornalismo vai continuar existindo; quem o tirar continuará tendo registro. Imagine que você tenha aprendido mandarim: isso jamais foi exigido para trabalhar em Jornalismo, mas vai ajudá-lo muito a conseguir um bom emprego e a desempenhar suas funções com eficiência. As empresas são obrigadas a contratar quem não fez o curso? Não: as empresas vão contratar os profissionais que lhe oferecerem o melhor serviço. Se as faculdades de Jornalismo formarem profissionais mais bem qualificados que os que não as cursaram, o...

Diploma desnecessário: algumas opiniões

Abaixo, a opinião de alguns bons jornalistas brasileiros sobre a questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. Paulo Henrique Amorim, Juca Kfouri, Caio Túlio Costa, Eugênio Bucci (professor de jornalismo na ECA) e Ricardo Kotscho , além de Reinaldo Azevedo , cujo texto é muito longo e pode ser lido aqui, concordam com este blogueiro - o diploma é desnecessário. PHA é o que tem a posição mais próxima ao que foi escrito pelo autor destas Entrelinhas, defende que o jovem interessado em abraçar a profissão faça uma faculdade qualquer - História, Direito, Matemática - e depois realize um curso técnico de três meses para se inteirar de alguns macetes do jornalismo. O que vai a seguir foi retirado do Blog do Paulo Henrique Amorim e dos portais da Revista Imprensa e Comunique-se. Boa leitura. ************ Saiu a Lei Áurea do jornalismo Por Paulo Henrique Amorim Chega de diploma! O Supremo Tribunal Federal prestou um inestimável serviço ao jornalismo e, portanto, à democ...

Coisa rara: a Folha está certa

O editorial do jornalão paulista sobre a questão do diploma está corretíssimo e merece ser reproduzido aqui. É tão simples esta questão que causa realmente um certo estranhamento a reação destemperada dos estudantes de jornalismo e de certos coleguinhas sindicalizados. Não há razão para pânico, pessoal, jornalistas com e sem diploma já convivem nas redações há muito tempo. Na hora de contratar, os jornais farão como as agências de publicidade fazem: olham o currículo, realizam provas e entrevistas, e escolhem os melhores, independente do curso que fizeram. Que diferença, afinal, existe entre as profissões de publicitário e jornalista? Nenhum estudante enfurecido até agora conseguiu explicar... Abaixo, o editorial da Folha . E vamos em frente. Um jornalismo melhor Extinguiu-Se finalmente, numa decisão histórica tomada pelo Supremo Tribunal Federal, a exigência de diploma de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Originária de um decreto-lei promulgado pelo regime mi...

Brickmann: muito barulho por nada

Está muito interessante o artigo de Carlos Brickmann sobre o fim da obrigatoriedade do deproma de jornalista. Reproduzido, na íntegra, do Observatório da Imprensa . DIPLOMA DESNECESSÁRIO Muito barulho por nada Por Carlos Brickmann em 18/6/2009 O Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969. Que é que diz este decreto? Citemos seu início: Decreto-Lei n º 972, de 17 de outubro de 1969 Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista. OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, DECRETAM: Art 1º O exercício da profissão de jornalista é livre, em todo o território nacional, aos que satisfizerem as condições estabelecidas neste Decreto-Lei. Enfim, há muita gente chateada por ter perdido a liberdade gentilmente concedid...

Ainda sobre o diploma de jornalismo

No Observatório da Imprensa está uma versão mais completa e elaborada do artigo publicado neste blog ontem. O assunto, é claro, está pegando fogo e muita gente já comentou a polêmica lá no OI . Obviamente, o autor deste blog está tomando muito pau da estudantada e dos professores de jornalismo, mas os argumentos ali "expostos" (e a forma com que estão sendo "expostos") só fazem reforçar a certeza de que o STF acertou em cheio ao acabar com a exigência do deproma . Aliás, este blogueiro lembrou-se também que os melhores jornalistas com os quais trabalhou jamais frequentaram as salas de aula de qualquer faculdade de jornalismo: Alberto Dines, Roberto Müller Filho e Getulio Bittencourt. A bem da verdade, dois deles pisaram em salas de aulas, sim, mas para ensinar (Dines e Müller). Getulio e Dines não completaram o antigo colegial, atual Ensino Médio, Müller é técnico em Química.

Jornalismo não precisa de diploma:
uma vitória da lógica e da democracia

O julgamento já terminou e oito ministros do Supremo Tribunal Federal se manifestaram contra a obrigatoriedade do diploma específico para o exercício do jornalismo ante apenas um voto a favor da sua manutenção. Trata-se de uma vitória histórica do jornalismo e da democracia brasileira. Não é mais preciso de canudo para ser jornalista no país. Os leitores fiéis do Entrelinhas conhecem a posição do autor deste blog, jornalista desde 1995, que é formado em História pela Universidade de São Paulo e que abandonou o curso de Administração Pública na Fundação Getulio Vargas justamente para abraçar o jornalismo. Antes de mais nada, portanto, é preciso dizer que não se trata aqui de advogar em causa própria, pois os chamados "precários" - não diplomados que exercem a profissão há anos – seriam de alguma forma anistiados se o diploma continuasse obrigatório. A questão toda na verdade é até muito simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque nã...

OEA desta vez acertou

Abaixo, matéria do portal Comunique-se . A OEA está certa, diploma para jornalista é uma coisa tão despropositada que não cabe nem comentar mais. O que este blog já publicou sobre o assunto pode ser lido a partir daqui . OEA diz que obrigatoriedade do diploma restringe e liberdade de expressão A Organização dos Estados Americanos (OEA) criticou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, tema que será julgado em breve pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo a entidade, essa medida constitui uma restrição à liberdade de expressão e é incompatível com o artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos , que trata do livre pensamento e expressão. A crítica faz parte do relatório anual da divisão especial da OEA para a Liberdade de Expressão, divulgado nesta quinta-feira (07/05) – leia a íntegra -. O documento afirma que a Declaração de Princípios defende que “toda pessoa tem o direito de comunicar suas idéias por qualquer meio e de qualquer forma. A obrigato...

Lei de Imprensa em julgamento

Pelo andar da carruagem, a Lei de Imprensa deve ser extinta, pelo menos parcialmente. O julgamento está ocorrendo agora no Sumpremo Tribunal Federal. Pode ser que os ministros decidam também sobre a questão da obrigatoriedade do diploma para o exercício de jornalismo. Os leitores fiéis deste blog sabem a opinião do autor, que pode ser lida em vários comentários antigos, como este e este . Se prevalecer o bom senso, o STF acaba com esta absurda reserva de mercado que existe no Brasil. Jornalismo, como tantas outras profissões, não carece de nenhum deproma para ser exercido. Basta ser alfabetizado e contar com algum talento para a coisa. Por aqui a torcida é para que o Supremo estabeleça o fim da obrigatoriedade em seu sentido mais amplo, ou seja, que não haja exigência alguma de diploma. Jornalistas espetaculares não completaram nem mesmo o antigo ensino secundário, como Alberto Dines, para ficar em um exemplo paradigmático. Porém, se o STF entender que é preciso de algum diploma de c...

Ótima idéia de Haddad

O ministro da Educação, Fernando Haddad, teve uma excelente idéia: liberar o exercício da profissão de jornalismo para todos que possuam diploma de ensino superior em qualquer área. Este blog defende que todo brasileiro alfabetizado possa excercer a profissão, mas isto os dinossauros da Fenaj não aceitam de maneira alguma. Assim, a idéia de Haddad pode ser um avanço, embora também vá provocar arrepios nos defensores do canudo exclusivo (que poderia ter outros usos, aliás bem mais apropriados, a julgar pelo que escrevem tantos diplomados). E antes que alguém pergunte, o autor destas Entrelinhas está na profissão desde 1994 e graças ao bom Deus não tem deproma de jornalista. É formado em História pela Universidade de São Paulo e fez 3 anos de Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas, curso que abandonou para trabalhar na redação da Folha de S. Paulo , onde aprendeu o que precisava para seguir na carreira como jornalista.

Ainda sobre o caso Barbon (2)

O artigo abaixo, do editor destas Entrelinhas, está no Observatório da Imprensa . É uma versão mais trabalhada de uma nota publicada originalmente ontem neste blog. Quem não leu, pode ler agora; quem já leu, pode ler de novo. A Fenaj merece. MEMÓRIA / LUIZ CARLOS BARBON Mais um papelão da Fenaj Por Luiz Antonio Magalhães em 9/5/2007 Três entidades já se manifestaram em relação a morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, assassinado a tiros no sábado à noite, em Porto Ferreira (SP): a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo divulgaram uma nota comum e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também se manifestou nesta segunda-feira (7/5), em nota oficial, assinada pela diretoria da entidade. Os dois documentos, reproduzidos ao final deste comentário, são de fato bem diferentes. De um lado está a Fenaj, cuja direção se revela por completo no documento trazido a público. Na nota sobre a morte de ...

Ainda sobre o diploma de jornalismo (2)

Quem acompanha essas Entrelinhas sabe o que pensa o autor do blog sobre o diploma de jornalismo. Ainda mais brilhante do que um inteligente comentário de Carlinhos Brickman, reproduzido aqui , sobre o fim da exigência do canudo para o exercício da profissão é o texto do experiente jornalista Paulo Sotero, publicado sábado no Estadão e reproduzido abaixo, na íntegra. Aliás, o pessoal da Fenaj devia olhar em volta e tentar achar algum grande jornalista que defenda o deproma ubrigatório . Do jeito que as coisas andam, vai ser difícil... Pelo bom senso e a democracia Paulo Sotero Equivocam-se os sindicatos e associações de jornalistas em sua campanha para reverter a decisão preliminar do Supremo Tribunal Federal que declarou inconstitucional a exigência do diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão. As transformações que as inovações tecnológicas produzem nos meios de comunicação e o interesse inerente dessas organizações no aprimoramento da imprensa e na preser...