A visita do presidente George W. Bush não causou tantos transtornos para o trânsito de São Paulo quanto a imprensa anunciou. O caos não ocorreu, pelo menos até agora, quase meio-dia desta sexta-feira. Segundo a CET, a cidade registrou 70 quilômetros de congestionamento às 1oh, um pouco acima da média, de 59 km. Antes, às 9h30, foram registrados 79 km de lentidão, abaixo da média para o horário, que é de 99 km. Evidentemente, os deslocamentos de Bush causam transtornos nas regiões por onde ele passa, o que é natural e não mata ninguém, apenas aborrece por alguns minutos. A histeria da mídia, portanto, pode ser encarada como uma forma de colonialismo –"vejam como ele é poderoso, interdita até as marginais" –, e o fato é que São Paulo vive um dia até calmo durante a passagem dopresidente norte-americano pelo Brasil.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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