Quem gosta de futebol e tem filhos sabe que uma das tarefas mais importantes da paternidade é influenciar na escolha do time de coração dos pequenos. Afinal, todo pai que é torcedor de verdade espera que os filhos professem a mesma crença, porque futebol é mesmo uma religião. O problema é que nem sempre é possível controlar todas as variáveis relevantes: levar a criança ao estádio e ver o time ser goleado, por exemplo, é sempre um péssimo sinal e se a equipe vai mal por um par de anos, já pode ser um fator determinante para que o pimpolho invente de torcer pelo arqui-rival do time de seu pai. Tudo isto não para falar de novo que o governador José Serra é mesmo um grande azarado, mas para contar uma história singela. Nas últimas duas semanas, o autor dessas mal-traçadas decidiu levar a sério a tarefa de finalizar a "formação" clubística de seu filho de 5 anos. Um pouco temeroso de um tropeço tricolor, levou o pequeno para ver a partida entre São Paulo e Náutico, no Morumbi, domingo retrasado. Tarde de sol e calor, depois de um primeiro tempo sofrível, não é que o time acordou e enfiou 5 a 0 nos pernambucanos? Uma semana depois, na noite deste sábado, a dose foi repetida, com a advertência ao pequeno de que seria muito difícil outra goleada – placares elásticos não são típicos em um campeonato duro como o Brasileirão. Pois não foi que o tricolor sobrou em campo e fez meia dúzia de golaços contra o Paraná Clube? Após um 5 a 0 e outro 6 a 0, não há a menor possibilidade do pequeno são-paulino mudar de idéia, já virou um fã de Rogério Ceni e Dagoberto. Sorte, como se vê, pode ajudar em muita coisa na vida. Este blog não tem a informação precisa, mas se fosse para adivinhar, apostaria que os filhos do palmeirense José Serra são corintianos ou santistas...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Mesmo antes dessas duas goleadas já não havia chance de seu pimpolho mudar de time. Mas esses jogos serão inesquecíveis para ele, isso sim. Você precisa é levar o seu sobrinho. Esse sim precisa aproveitar esta maré para definir o time logo. Já a minha pimpolha, se tudo der certo, terá nascido no ano do pentacampeonato.
ResponderExcluirNão abuse da sorte.
ResponderExcluirÉ melhor não levá-lo no San-São na semana q vem!!!
Espero que você não tenha tirado o pequeno da frente da TV na hora do penalti do Atlético Mineiro.
ResponderExcluirSe o muleque assistiu, ja era, mais um tricolor no mundo.
abraços