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Uma mudança e tanto

Complementando a nota anterior, a cena descrita abaixo, em reportagem da AFP, seria realmente inimaginável nos anos em que o tucanato governou Pindorama. Alguma coisa mudou no país, e não foi por obra e graça do príncipe da sociologia...

Lula diz que Brasil pode dar dinheiro para FMI ajudar emergentes

LONDRES, Reino Unido, 1 Abr 2009 (AFP) - O Brasil está disposto a reforçar os cofres do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que este ajude os países emergentes a enfrentar a crise econômica mundial e também não quer continuar utilizando apenas o dólar como moeda de referência, afirmou nesta quarta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos jornalistas que o acompanhavam no trem que o leva de Paris a Londres.

"Se for necessário dar dinheiro (ao FMI) e se isso não diminuir nossas reservas, não vemos problema algum", afirmou Lula, que se encontrou mais cedo com o presidente francês Nicolas Sarkozy, na véspera da cúpula do G20 que reunirá os dirigentes dos países mais industrializados e os mais emergentes do planeta.

Consultado sobre a nova linha de crédito de US$ 47 bilhões que o México solicitará ao Fundo, o presidente esclareceu que o "Brasil não precisa (de uma linha de crédito do FMI) porque tem reservas suficientes".

A União Europeia (UE), que quer duplicar os recursos do FMI, manifestou-se disposta a conceder € 75 bilhões (US$ 100 bilhões de dólares), e os Estados Unidos querem praticamente triplicar estes recursos, esperando aumentar os novos acordos de empréstimos a US$ 500 bilhões, apesar de não especificar o quanto colocará sobre a mesa.

O ministro da Fazenda Guido Mantega, que acompanha Lula em sua viagem, declarou que é preciso discutir ainda a quem o FMI emprestará dinheiro e sob que condições o Brasil concederá esses fundos.

O Brasil acha que esses recursos devem ser concedidos preferencialmente aos países emergentes.

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