A nova e rigorosa legislação sobre o ato de dirigir após tomar umas canjebrinas a mais é mesmo a cara da administração Lula: preserva os muito pobres e os pobres, que andam a pé ou usam transporte público, e os ricos e muito ricos, que têm motoristas e dinheiro para pagar taxis a torto e a direito. Quem se ferrou foi a classe média, para quem dois ou três taxis a mais por mês já fazem uma bela diferença no orçamento. Ademais, a lei pune mais o pessoal das grandes metrópoles, pois nas pequenas cidades os bebuns em geral conseguem chegar aos botecos à pé...
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
A taxa de acidentes caiu muito. Procure qualquer enfermeiro ou médico que trabalhe nos plantões da madrugada. Se eles forem entrevistados você ouvirá relatos de como a Lei Seca diminuiu a incidência de lesões cerebrais e mortes. Aproveite também para ouvir o relato do que essas pessoas viam nesse plantões, antes da Lei.
ResponderExcluirA questão é: quanto vale mesmo a vida humana? Porque muitas foram salvas pela Lei...
Subscrevo o comentário de João Carlos.
ResponderExcluirAlém disso, dizer que quem tem mais dinheiro tem mais formas de triblar os limites socialmente impostos, é no mínimo redundância. Desde da última vez que vi, ainda estamos nunca sociedade capitalista e a liberdade é proporcional à sua carteira...
Quem mora longe do bar e não quer pagar um taxi, vai ter de fazer rodízio com amigos. E quem realmente não consegue ir ao bar e não beber na sua vez de pegar a direção, acho que tá na hora de procurar ajuda.
Vocês leram o artigo do Arthur Gianotti, na folha de são paulo de hoje, 16 de julho? Não foi exatamente a lei que fez diminuir os acidentes, mas a presença da polícia nas blitzes, fazendo com que a lei seja cumprida. A lei é ótima, só espero que a presença da polícia não seja fogo de palha...
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