Pular para o conteúdo principal

Paranóia paulistana 2

O leitor do Entrelinhas pode até não se informar sobre tudo neste blog, mas de algumas coisas fica sabendo antes por aqui, aliás bem antes: em 19 de março foi publicada a nota abaixo:

Paranóia paulistana - O "talking of the town" tucano-democrata (essa gente que apóia a dupla Serra-Kassab é chique e cosmopolita, não diz "conversa do momento", mas "talking of the town") é o trânsito na cidade de São Paulo. Para os amigos do governador que também são amigos do prefeito, está ocorrendo sabotagem petista no trânsito paulistano. "Quatro ou cinco carros em locais estratégicos podem parar a cidade", tem dito a quem quiser ouvir um poderoso secretário municipal. Pelo visto a paranóia do chefão Serra é contagiosa. Se o PT tem alguma culpa no cartório, é pelo sucesso do governo Lula em promover o desenvolvimento econômico no país, que está de fato colocando mais carros nas ruas todos os dias: nos tempos em que o excelso Fernando Henrique governou Pindorama, eram 100 caros a mais por dia; hoje são mil. Uma bela diferença.

Hoje, 27 de março, está na Agência Estado:

Para Kassab, existem pessoas sabotando trânsito - O prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) disse nesta quinta-feira, 27, que existem pessoas querendo prejudicar o trânsito da capital durante a inauguração do projeto Prainha do Parque Guarapiranga, na região da represa do Guarapiranga, na zona sul de São Paulo. Em entrevista à rádio CBN, Kassab comentou que foi encontrado um rapaz tentando cortar o pneu de um ônibus com uma faca, o que complicaria a situação no corredor exclusivo para os coletivos. O prefeito disse que essa foi a primeira vez que um caso desse tipo foi registrado. Kassab classificou a atitude como "criminosa" e disse que a prefeitura está atenta a esse tipo de atitude.

Comentários

  1. puts
    queimei minha língua Luiz

    no seu primeiro post sobre o assunto eu disse que isso era tão absurdo que nem o PIG dava trela ...

    ...bobinho eu

    ResponderExcluir

Postar um comentário

O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.

Postagens mais visitadas deste blog

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Política mundial? Leia o blog do Argemiro

Política internacional jamais foi o forte deste blog, que prefere manter o foco nas análises da mídia e da política brasileira. Para quem gosta de acompanhar o noticiário internacional em português e está cansado de ler o pouco que os nossos jornalões reproduzem por aqui, uma boa dica é o Blog do Argemiro Ferreira , um dos mais experientes correspondentes brasileiros trabalhando nos Estados Unidos. Colunista do jornal Tribuna da Imprensa , Argemiro faz excelente análises e traz informações diferenciadas, especialmente sobre a corrida eleitoral nos EUA. Um bom exemplo é o post abaixo, que começa com futebol e termina em Karl Rove. Quem quiser ler mais é só dar um pulo lá ... A promiscuidade no jornalismo político Certa vez estive envolvido numa discussão interna do Sindicato de Jornalistas do Rio sobre uma coluna iniciada por Pelé no Jornal do Brasil. Discordei da idéia de impedí-lo de escrever a pretexto de não ser jornalista. Mas o próprio craque, interpelado pelo sindicato, acabaria...