Uma análise do material que foi publicado neste final de semana nos jornais e revistas mostra que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de certa forma passou incólume no noticiário, embora algumas matérias tenham tratado do seu caso. É que não houve fatos novos, e todo escândalo é movido a fatos novos. No caso de Joaquim Roriz (PMDB-DF), a revista Veja explicou como teria sido feita a partilha dos tais R$ 2,2 milhões sacados do Banco de Brasília (BRB) e a finalidade do recurso (pagar propinas para juízes). Como sempre, não dá para levar Veja totalmente a sério, mas independentemente da versão ser falsa ou verdadeira, é mais uma história para Roriz explicar. Até agora, vamos ser francos, ele não explicou coisa alguma, apenas apresentou uma história que nem uma criança de 5 anos engole.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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