Pular para o conteúdo principal

Helena comemora boa aceitação na elite

O release reproduzido abaixo partiu da assessoria da candidata do PSOL à presidência, Heloísa Helena. Que a senadora esteja em comemoração mental pela subida nas pesquisas, é compreensível. O que não dá para entender é a assessoria da candidata preparar um release festejando a boa performance de Helena na elite – os mais escolarizados e mais ricos. Afinal, tendo em vista o que prega a candidata, o correto seria a assessoria lamentar que os mais pobres não tenham ainda entendido que a melhor opção para eles é mesmo Heloísa Helena, e não Luiz Inácio...

Pesquisas confirmam: Heloísa cresce em todo o país e empata com Lula entre os paulistas com nível superior

Com um salto de 4 para 10% do eleitorado no estado de São Paulo, Heloísa Helena já empata com Lula entre os eleitores paulistas que têm nível superior. As pesquisas, realizadas pelo Ibope e pela Fecomercio confirmam o crescimento de Heloisa Helena, que também já está em segundo lugar no Rio de Janeiro e cresce em todo o país. Com 10% nas capitais, a candidata do PSOL vem surpreendendo formadores de opinião e analistas políticos com seu desempenho eleitoral, especialmente nas cidades com mais de 100 mil habitantes. No Rio, a senadora (28%) também empata tecnicamente com Lula (29%) entre aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos.

Dos que declaram votar na senadora, 54% afirmam que não votaram em 2002 no PT, sinalizando que Heloísa Helena não cresce apenas entre os que estão decepcionados com o atual governo. As pesquisas registram, ainda, que o eleitorado feminino e os jovens acreditam cada vez mais que o sonho ainda é uma realidade e que mudar o Brasil é possível. Não é por outra razão que o voto nulo hoje dá lugar a um forte movimento pró-Heloísa que tem como principal marca o slogan: Não vote nulo, vote nela!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um pai

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morreu vivendo. Morreu criando novas lembranças. Morreu não deixando o câncer levar a sua vontade de resistir.  Mesmo em estado grave, mesmo em tratamento oncológico, juntou todas as suas forças para assistir ao jogo do seu time Santos, na final da Libertadores, no Maracanã, ao lado do filho.  Foi aquela loucura por carinho a alguém, superando o desgaste da viagem e o suor frio dos remédios.  Na época, ele acabou criticado nas redes sociais por ter se exposto. Afinal, o que é o futebol perto da morte?  Nada, mas não era somente futebol, mas o amor ao seu adolescente Tomás, de 15 anos, cultivado pela torcida em comum. Não vibravam unicamente pelos jogadores, e sim pela amizade invencível entre eles, escreve Fabrício Carpinejar em texto publicado nas redes sociais. Linda homenagem, vale muito a leitura, continua a seguir.  Nos noventa minutos, Bruno Covas defendia o seu legado, a sua memória antes do adeus definitivo, para que s...

Dica da Semana: Tarso de Castro, 75k de músculos e fúria, livro

Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista  Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...

Doca Street, assassino de Ângela Diniz, morre aos 86 anos em São Paulo

Não existe verbete na Wikipédia sobre Doca Street. Morto nesta sexta (18) aos 86 anos, talvez agora ele ganhe uma página em seu nome nesta que é a maior enciclopédia colaborativa do mundo, onde só em português constam 1.049.371 artigos. A menção mais relevante no site a Raul Fernando do Amaral Street, o nome completo de Doca, aparece na entrada que fala de Ângela Diniz, socialite mineira assassinada em 1976 com quatro tiros disparados pela arma –e pelas mãos– de Doca, na casa que o casal dividia na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). Nada surpreendente. Afinal, desde que pôs um fim à existência de Ângela, Doca viu sua vida marcada e conectada ao crime que cometeu –ainda que, após seu primeiro julgamento, em 1979, ele tenha saído pela porta da frente do tribunal, ovacionado pelo público de Cabo Frio, também no litoral fluminense, escreve Marcella Franco em artigo publicado na Folha Online na sexta, 18/12, e reproduzido sábado, 19, no jornal. Vale a leitura, continua a seguir. Foi só em 198...