O Tribunal Superior Eleitoral acabou de rever a decisão que havia tomado na noite de terça-feira sobre a regra da verticalização das alianças eleitorais. Pelo que se pôde entender até aqui da sessão do TSE, ainda em curso, a regra para as alianças neste ano será interpretada da mesma forma como ocorreu em 2002. Ou seja, as negociações podem agora voltar ao ponto em que estavam na segunda-feira, antes de o TSE promover uma verdadeira bagunça na política brasileira. Não é nada, não é nada, três partidos cancelaram ou adiaram as suas convenções. E os ministros do TSE estão passando por um ridículo talvez sem precedentes na história do tribunal ao voltar atrás em uma atitude considerada arrojada apenas 48 horas depois da decisão original.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Comentários
Postar um comentário
O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.