O site tucano e-agora já foi um interessante fórum de debate de uma parcela importante do tucanato. Comandado pelo cientista político Eduardo Graeff, secretário Geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso, o site, que tinha a intenção inicial de discutir políticas públicas, foi se tornando, no formato de um blog coletivo, com participação de cabeças coroadas do PSDB. Do final do ano passado até março, virou um palco de debates sobre as candidaturas tucanas à presidência. Após a vitória de Alckmin, Graeff tomou as rédeas do site e iniciou uma verdadeira campanha para animar a militância, alternando artigos duros contra Lula e o PT com notas que funcionavam como "injeção de ânimo" para os serristas e tucanos descrentes na candidatura Alckmin. Nos últimos dias, porém, o site foi praticamente abandonado e quem lê os comentários dos leitores fica com a impressão de que o último a sair se esqueceu de apagar a luz. Impressiona não apenas o derrotismo em relação à candidatura de Alckmin, mas também o baixo nível do debate dos leitores e o caráter ultra-direitista da maioria deles, cujas considerações são carregadas de preconceito racial e/ou de classe. Para um site que se apresentava como social-democrata, não deixa de ser um triste fim.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
Comentários
Postar um comentário
O Entrelinhas não censura comentaristas, mas não publica ofensas pessoais e comentários com uso de expressões chulas. Os comentários serão moderados, mas são sempre muito bem vindos.