O ministro da Educação, Fernando Haddad, teve uma excelente idéia: liberar o exercício da profissão de jornalismo para todos que possuam diploma de ensino superior em qualquer área. Este blog defende que todo brasileiro alfabetizado possa excercer a profissão, mas isto os dinossauros da Fenaj não aceitam de maneira alguma. Assim, a idéia de Haddad pode ser um avanço, embora também vá provocar arrepios nos defensores do canudo exclusivo (que poderia ter outros usos, aliás bem mais apropriados, a julgar pelo que escrevem tantos diplomados). E antes que alguém pergunte, o autor destas Entrelinhas está na profissão desde 1994 e graças ao bom Deus não tem deproma de jornalista. É formado em História pela Universidade de São Paulo e fez 3 anos de Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas, curso que abandonou para trabalhar na redação da Folha de S. Paulo, onde aprendeu o que precisava para seguir na carreira como jornalista.
Tom Cardoso faz justiça a um grande jornalista Se vivo estivesse, o gaúcho Tarso de Castro certamente estaria indignado com o que se passa no Brasil e no mundo. Irreverente, gênio, mulherengo, brizolista entusiasmado e sobretudo um libertário, Tarso não suportaria esses tempos de ascensão de valores conservadores. O colunista que assina esta dica decidiu ser jornalista muito cedo, aos 12 anos de idade, justamente pela admiração que nutria por Tarso, então colunista da Folha de S. Paulo. Lia diariamente tudo que ele escrevia, nem sempre entendia algumas tiradas e ironias, mas acompanhou a trajetória até sua morte precoce, em 1991, aos 49 anos, de cirrose hepática, decorrente, claro, do alcoolismo que nunca admitiu tratar. O livro de Tom Cardoso recupera este personagem fundamental na história do jornalismo brasileiro, senão pela obra completa, mas pelo fato de ter fundado, em 1969, o jornal Pasquim, que veio a se transformar no baluarte da resistência à ditadura militar no perío...
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